
12/02/2019
O governo de Minas Gerais autorizou , em dezembro de 2018, a expansão da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que se rompeu no início do ano. Além da mina Córrego do Feijão, que foi abaixo, o projeto previa o aumento de atividades na barragem de Jangada, no mesmo complexo.
No pedido de licenciamento encaminhado pela mineradora, havia intervenções que contrariavam um relatório de julho de 2018 da consultoria Tüv Süd, contratada pela Vale.
O documento recomendava ações como evitar o tráfego de veículos pesados e impedir detonações ao redor da mina, para não comprometer a estabilidade. O projeto apresentado, no entanto, previa o uso de explosivos e o tráfego de caminhões.
A Secretaria Estadual do Ambiente disse que a Vale apresentou um laudo técnico afirmando que as obras não causariam impactos na segurança das barragens. O órgão disse ainda que sua função é fazer uma análise socioambiental e que a responsabilidade por fiscalizar a estabilidade das estruturas é da Agência Nacional de Mineração (ANM).
A Vale afirmou que as atividades licenciadas não chegaram a ser implementadas e, portanto, não havia obras quando a estrutura se rompeu. A empresa voltou a afirmar que relatórios sustentavam a estabilidade da mina Córrego do Feijão.
Fonte: O Globo
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