UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Pesquisa realizada na UERJ comprova que resíduos da Samarco afetaram Abrolhos

21/02/2019

Um estudo conduzido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) comprovou que os corais do Parque Nacional dos Abrolhos, na Bahia, sofreram impactos significativos decorrentes da contaminação por rejeitos da Samarco. Após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG) em 2015, os resíduos do beneficiamento de minério se espalharam rapidamente pelo Rio Doce e, em seguida, começam a atingir a região costeira.
Em um relatório de quase 50 páginas, os pesquisadores apresentaram análises detalhadas sobre a presença de metais nestas estruturas, demonstrando notória incorporação de zinco e cobre, entre outros elementos.
A pesquisa envolveu seis laboratórios da UERJ e também contou com a colaboração da UFF e da PUC-Rio. O coordenador do trabalho, Heitor Evangelista, do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (LARAMG), criou uma página no facebook, a Abrolhos Sky Watch, para observar a dispersão da lama do Rio Doce até o mar. “Eu e meus alunos checávamos diariamente as imagens de satélite e colocávamos na internet para o público ir acompanhando o desenrolar do problema”.
O monitoramento acendeu o alerta de que os rejeitos poderiam chegar ao parque marinho, localizado a cerca de 250 km da foz. “A gente já desenvolvia um trabalho em Abrolhos com corais. Então entrei em contato com o ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), em Brasília, e programei uma coleta de duas colônias no arquipélago. Através de técnicas químicas, constatamos que, no meio do crescimento dos corais, houve um pico enorme de metais pesados, que coincide exatamente com a cronologia da chegada da pluma de sedimentos da Samarco”, explicou o professor.
Evangelista afirma que o dano é irreparável, devido à extensão atingida. “Nosso papel é saber em que medida aquela área foi impactada. E a partir daí deflagrar mecanismos de monitoramento para descobrir qual vai ser a resposta biológica diante desse fato. Não há como remediar, mas nós precisamos aprender com esse processo”. O professor acrescenta que a preservação já vinha sendo ameaçada pela temperatura mais alta da água dos oceanos. “Agora, precisamos monitorar levando em conta este novo fator, para antever o que pode acontecer”.
O relatório foi encaminhado ao ICMBIO, órgão do Ministério do Meio Ambiente, e vai integrar os autos da multa ambiental aplicada à Samarco. “Até agora não havia nada provando um sinal claro da pluma da mineradora em Abrolhos. Esse trabalho é conclusivo nesse sentido”, finalizou o pesquisador.

Fonte: Uerj

Novidades

Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e ameaça produção agrícola, aponta estudo

10/09/2026

O aumento do desmatamento na Amazônia tem influenciado a redução das chuvas na Bacia do Rio Iguaçu, ...

Arara-azul e boto-tucuxi entram na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção

10/09/2026

Símbolos da biodiversidade brasileira, a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) e o tucuxi (...

Conheça a feijoa, fruta brasileira esquecida que faz sucesso na Nova Zelândia

10/09/2026

Casca verde e dura, interior mole e cheiro de abacaxi. Assim é a feijoa, fruta nativa do sul do Bras...

Geleira no Nepal enfrentou calor incomum antes de colapsar, diz pesquisador

10/09/2026

O trecho da montanha cujo colapso desencadeou inundações mortais no Nepal e na China enfrentou um ca...