
26/02/2019
Os moradores da região russa da Sibéria estão acostumados com a neve. Só não esperavam a misteriosa neve dos últimos dias.
Nas redes sociais, habitantes locais têm compartilhado imagens fantasmagóricas de uma estranha neve negra que está cobrindo as cidades de Prokopyevsk, Kiselevsk e Leninsk-Kuznetsky, municípios da região de Kuzbass, no sudoeste da Sibéria.
Em suas publicações, os usuários reclamam que a paisagem é "deprimente".
"É assim que a neve parece no inferno?", pergunta um morador citado pelo jornal local The Siberian Times.
Mas o que está por trás desse fenômeno?
Segundo mídias locais e internacionais, a cor preta da neve se deve às emissões de pó de carvão de empresas mineradoras da região.
Anatoly Volkov, gerente da fábrica Prokopievskaya, confirmou a um canal de televisão que um dos filtros de sua empresa, mecanismo que protegia a cidade, parou de funcionar recentemente. Ele reconheceu que parte da fuligem escapou de sua fábrica.
"Não há como conter esse pó de carvão nas ruas", disse ele à agência de notícias AP.
Nos últimos dias, grupos ambientalistas reclamaram da poluição.
"É mais difícil encontrar neve branca do que a negra durante o inverno", disse Vladimir Slivyak, membro da organização Ecodefense, ao jornal inglês The Guardian.
"Há sempre uma quantidade enorme de fuligem no ar. Quando neva, isso fica mais visível. Durante o restante do ano, você não consegue ver, mas ela está ali", disse Slivyak.
Saiba mais no G1
Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e ameaça produção agrícola, aponta estudo
10/09/2026
3 museus para conhecer a Amazônia
10/09/2026
Arara-azul e boto-tucuxi entram na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção
10/09/2026
Conheça a feijoa, fruta brasileira esquecida que faz sucesso na Nova Zelândia
10/09/2026
Bactéria de rã mostra potencial contra tumores
10/09/2026
Geleira no Nepal enfrentou calor incomum antes de colapsar, diz pesquisador
10/09/2026
