
19/03/2019
Milhares de estudantes saíram às ruas nesta sexta-feira (15) para protestar por medidas efetivas no combate às mudanças climáticas.
O movimento "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo futuro) ganhou força com Greta Thunberg, que uma vez por semana falta às aulas em sua escola, em Estocolmo, para se sentar em uma praça em frente ao Parlamento da Suécia e pedir medidas concretas contra o aquecimento global. Nesta sexta, não foi diferente. Greta protestou diante do Parlamento na capital do país, cercada por 30 manifestantes. Ao todo, nesta sexta estão previsto 2 mil eventos em 123 países – no Brasil, 20 cidades têm protestos agendados.
"Não sou a origem do movimento. Já existia. Precisava apenas de uma faísca para acender", disse Thunberg, enquanto um manifestante agitava um cartaz com um jogo de palavras em referência à ativista: "Make the planet Greta again". "Vivemos uma crise existencial ignorada durante décadas. Se não agirmos agora, será muito tarde", disse Thunberg.
Desde o ano passado, Greta já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro, e no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em janeiro. Nesta quinta (14), ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por três políticos noruegueses por causa da sua atuação na agenda ambiental.
Os jovens saíram de suas escolas e ocuparam as ruas em cidades como Wellington, Sydney, Bangcoc, Hong Kong, Kampala, Roma, Recife e Belo Horizonte aderindo à greve estudantil internacional que deve atingir outras cidades durante o dia, de Boston a Bogotá, passando por Daca, Durban, Lagos e Londres, além de outras cidades do Brasil.
No Recife, cerca de 30 estudantes se concentraram na Praça do Derby, na região central da cidade. “Se Greta conseguiu chamar tanta atenção sozinha e comover diversos países para entrarem no movimento com ela, por que não nos reunirmos em duas, três ou trinta [pessoas]? Meu sonho é ver a Agamenon Magalhães inundada de gente mostrando que temos que cuidar do Rio Capibaribe”, afirma uma das organizadoras, Luciana Naira.
A matéria na íntegra pode ser lida no G1
Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e ameaça produção agrícola, aponta estudo
10/09/2026
3 museus para conhecer a Amazônia
10/09/2026
Arara-azul e boto-tucuxi entram na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção
10/09/2026
Conheça a feijoa, fruta brasileira esquecida que faz sucesso na Nova Zelândia
10/09/2026
Bactéria de rã mostra potencial contra tumores
10/09/2026
Geleira no Nepal enfrentou calor incomum antes de colapsar, diz pesquisador
10/09/2026
