
16/07/2019
Há exatos dois anos, o Cais do Valongo , por onde desembarcaram um milhão de africanos escravizados entre o final do século XVIII e 1831, era declarado patrimônio cultural mundial. Mesmo com o reconhecimento internacional, a região ainda não conta com a infraestrutura acordada com a Unesco para receber, de forma adequada, os visitantes. Enquanto Paraty , declarada patrimônio misto, concentra as atenções agor a, no sítio arqueológico da Zona Portuária as poucas placas informativas estão em mau estado e são anteriores à aprovação do Valongo na sessão realizada em Cracóvia em 9 de julho de 2017 . Além da sinalização no cais e no entorno, também não saíram do papel o paisagismo e a iluminação cênica especial nem o centro de interpretação, que vai apresentar o significado daquele lugar. A previsão é de que o centro seja instalado no Armazém Pedro II junto com o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab).
Pesquisadores envolvidos com o Cais do Valongo estão apreensivos quanto ao futuro dos projetos relacionados ao espaço, que envolvem prefeitura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( Iphan ). Principalmente após o governo Marcelo Crivella exonerar Nilcemar Nogueira, ex-secretária de Cultura, do Instituto da História da Cultura Afro-Brasileira (Ihcab), há um mês.
Para ler a matéria na íntegra, acesse O Globo
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