
18/07/2019
Pela primeira vez o rosto do executivo europeu será de uma mulher. Este é, sem dúvida, o posto mais importante das instituições europeias. Ursula von der Leyen precisava da maioria absoluta no Parlamento Europeu para garantir sua nomeação. Ela obteve 383 votos a favor, 327 contra e 22 abstenções.
Para uma candidatura que surgiu de um acordo de última hora entre os líderes europeus, a aprovação da política alemã foi uma vitória, porém parcial, por causa da baixa aprovação no legislativo europeu. Apesar do apoio do Partido Popular Europeu (PPE), que tem forte influência da chanceler alemã Angela Merkel, a indicação de Von der Leyen atropelou o processo de Spitzenkandidat – cabeça de lista - e desagradou muitos políticos.
Mesmo assim, ela conseguiu assegurar votos dos liberais, socialistas e eurocéticos para ser eleita sem grande entusiasmo. A conservadora alemã ganhou por apenas nove votos, bem abaixo do limite considerado estável para as futuras aprovações de suas políticas no Parlamento Europeu.
O nome de Von der Leyen foi proposto pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, depois de 50 horas de exaustivas negociações, há duas semanas. É um grande trunfo para Merkel ter conseguido emplacar sua aliada no cargo mais poderoso de Bruxelas.
Após o anúncio de vitória, a futura presidente do executivo europeu afirmou não saber quem votou a favor ou contra. “O que importa é minha convicção: é preciso encontrar soluções às nossas divisões”, ressaltou.
Ursula von der Leyen será a segunda alemã a liderar a Comissão Europeia, quase seis décadas depois de seu compatriota Walter Hallstein, de quem seu pai foi chefe de gabinete. Nesta quarta-feira (17) ela renuncia ao cargo de ministra de Defesa da Alemanha para assumir a partir do dia 1º de novembro um mandato de cinco anos frente ao executivo do bloco.
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