
23/07/2019
O paulista Sandro Tarabay, de 44 anos, é engenheiro da computação e publicitário de formação, e um aquariofilista de coração. Atualmente, ele precisa de mais de uma tonelada de água para abastecer seus cinco aquários com cerca de 50 peixes ornamentais, separados por bioma, pH, temperatura e até hábitos alimentares.
Tabaray é um dos cerca de 11 milhões de brasileiros que mantêm aquários em casa, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por sua vez, a Associação Brasileira de Aquariofilia (Abraqua) diz que a população de peixes ornamentais dentro dos lares do país chega a 18 milhões. A prática é um dos eixos de pesquisas sobre a conservação da ictiofauna (a fauna do conjunto de peixes em uma região da natureza).
Desde 2008, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) mantém listas com 181 espécies brasileiras de peixes de água doce e 136 de água marinha que têm a coleta na natureza permitida – outra fonte desse mercado é a criação própria de peixes na aquicultura. Fora do país, porém, há um número maior de espécies destinadas à prática. O próprio Ibama já permite a importação de pelo menos 379 espécies de água doce e 530 de água marinha.
Pesquisadores da área tentam estudar mais espécies que possam expandir a lista de espécies brasileiras – mais de 4 mil espécies apropriadas para a prática já foram catalogadas no país, que, segundo a Embrapa, é o 13º maior exportador de peixes ornamentais.
No Pantanal, onde mais de 300 espécies de peixes já foram identificadas, o professor Claumir Cesar Muniz, pesquisador do Projeto Bichos do Pantanal em Cáceres (MT), diz que essa expansão pode significar uma nova fonte de renda local, e aliviar a pressão sobre as espécies mais populares entre os pescadores.
A matéria completa pode ser lida no G1
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