
23/07/2019
A coleta seletiva teve redução de 13% na cidade de São Paulo em 2018, segundo levantamento feito pela Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
Foram coletadas 76.907 toneladas de lixo reciclável no ano passado na capital, contra 87.921 toneladas em 2017.
A Prefeitura diz que passou a coletar menos porque parte do que ela recolheria acaba indo direto para as mãos de catadores, cooperativas e empresas especializada em juntar garrafas de vidro descartadas em bares da cidade.
Isso apesar de São Paulo ter a maior central de triagem da América Latina, que segue trabalhando com capacidade ociosa.
A Prefeitura também afirma que a crise, que desestimulou o consumo, também afetou a coleta de recicláveis.
O ambientalista Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, rebate. Segundo ele, com índices de reciclagem tão baixos, há material de sobra para todos coletarem e crescerem.
Além do poder público, ele ressalta a responsabilidade da indústria nesse processo. “Se o Estado não cumpre o papel de cobrar o setor produtivo e também de oferecer condições para a população para exercer essa coleta e essa reciclagem, você vai ter uma quebra de todo o processo. Se a população não contribui, também não devolvendo o material para os pontos de coleta e até para a indústria, você vai ter uma quebra. E se a indústria não faz o produto adequado à reciclagem, você também tem uma quebra”, disse.
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