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Casos de sarampo em São Paulo sobem 36% em 13 dias

20/08/2019

O Estado de São Paulo soma 1.319 casos confirmados de sarampo até esta terça-feira, segundo novo boletim divulgado hoje pela Secretaria de Saúde. Em 13 dias, houve um aumento de 36% nos registros. O levantamento anterior contabilizava 967 casos da doença até 31 de julho.
A capital paulista lidera o ranking de notificações: 997. Até 31 de julho, eram 778. Em seguida, está Santo André, no ABC Paulista, com 41 casos; Guarulhos, com 39, e São Bernardo do Campo, também no ABC, com 32 casos. Também há casos de sarampo em outras 46 cidades paulistas.
A quatro dias do fim da campanha de vacinação em SP, o estado com maior surto de sarampo no país atingiu apenas 27% da meta. A campanha foca principalmente jovens de 15 a 29 anos, grupo considerado mais vulnerável por não ter tomado a segunda dose de vacina.
O programa nacional de imunização orienta a vacinação da tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses (primeira dose) e aos 15 meses de idade (a segunda). No cenário de surto, porém, a orientação de autoridades da saúde é que haja um reforço da imunização no início da vida adulta.
Na última segunda-feira, a Secretaria de Estado da Saúde iniciou a vacinação de bebês menores de um ano. Já a prefeitura de São Paulo conduz a vacinação em creches, escolas do ensino médio, universidades, estações de metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A recomendação de cobertura vacinal da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 95%.
Os números do Ministério da Saúde são diferentes dos da secretaria estadual. De acordo com dados divulgados hoje, o país somou 1.226 casos da doença entre 12 de maio e hoje. Além de São Paulo, Rio de Janeiro tem quatro casos, Bahia, 1 caso e Paraná, 1 caso - este último não figurava em relatórios anteriores da pasta. Até então, o ministério indicava surto ativo, ou seja, com crescimento do número de casos confirmados da doença, em 43 cidades dos estados de São Paulo, Rio e Bahia.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via respiratória. Seu período de incubação, aquele em que a pessoa não apresenta sinais nem sintomas, é de cerca de dez dias. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento das manchas vermelhas, o sintoma mais visível.
O período de transmissão é de quatro a seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas, e até quatro dias depois de elas terem sumido. Após o diagnóstico, a vítima deve ficar isolada por pelo menos quatro dias, pois pode transmitir a doença para outras 18 pessoas, em média.
No quadro clássico, o sarampo causa febre, tosse, coriza e conjuntivite, além das manchas vermelhas no corpo. Mas pode causar, ainda, otite e complicações mais graves, como pneumonia e manifestações neurológicas como encefalite. Segundo especialistas, não é "uma simples virose", e a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção da doença.

Fonte: O Globo

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