
29/08/2019
Celebrado nesta terça-feira, o Dia da Limpeza Urbana parece não trazer muitos motivos para serem comemorados no Rio. Falta conscientização dos moradores, que insistem em vandalizar papeleiras e contêineres e jogar resíduos no chão, e sobra lixo espalhado na cidade. Além disso, caiu o número de fiscais do Programa Lixo Zero. Em setembro do ano passado, eram 113 agentes. Hoje, são 104. Houve queda também no número de multas aplicadas: média de 7,3 mil por mês em 2018, contra 4,6 mil por mês neste ano. Outra redução: o número de cestas coletoras laranjinhas. Em novembro de 2017, a Comlurb contabilizava 51.349 cestas instaladas. Hoje, são 38.049 recipientes plásticos instalados.
O comerciante Joel Oliveira, de 71 anos, é dono de uma loja de materiais de construção na Rua da Lapa, no Centro, onde o lixo empilhado incomoda quem mora, trabalha ou passa diariamente por ali.
— É sempre assim, às vezes fica até pior. Nós, que trabalhamos em comércio, sofremos ainda mais, porque o cheiro ruim afasta os clientes. Ouço comentários negativos, mas quem deveria esquentar a cabeça com isso, parece que não está esquentando — conta.
O problema se estende para a Zona Norte. No Méier, lixo espalhado pelo chão nas ruas Intendente Cunha Menezes e Magalhães Couto, onde, na altura do número 312, uma pilha de lixo incomoda quem precisa passar diariamente pelo local.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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