
05/12/2019
A Reserva Lagoa São Paulo, no distrito de Campinal, em Presidente Epitácio, começou a dar os primeiros sinais de recuperação após ser atingida por um incêndio de grandes proporções em agosto deste ano.
O incêndio destruiu 1,5 mil hectares de vegetação durante quatro dias de fogo intenso. A área total estimada da reserva é de 2,4 mil hectares.
De acordo com o ambientalista Djalma Weffort, presidente da Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar (Apoena), a área tem uma característica própria de resiliência e já houve uma recuperação parcial.
“A recuperação foi rápida. Choveu recentemente e isso também ajudou. A área pode ter bons resultados dependendo do que houver daqui pra frente. Em cada perturbação, a recuperação fica mais difícil. É um organismo vivo. Se houver isso novamente, é como se o paciente ficasse mais doente”, destacou ao G1.
O presidente da Apoena ressaltou ainda que, juntamente à prevenção e à manutenção do espaço, deve haver todo um trabalho de conscientização das pessoas.
“A sociedade pode se voltar para a proteção da área. A área tem essa relevância, tem esse papel de relevância social”, pontuou Djalma Weffort ao G1.
A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que é responsável pela área, informou ao G1, por meio de nota, que tem realizado frequentes fiscalizações com o apoio da Polícia Militar Ambiental:
"É importante ressaltar que essa área foi, durante muitos anos, ocupada irregularmente para pastagem. A empresa realizou a reintegração de posse e, em 2019, foram retiradas cerca de 350 cabeças de gado. Para o próximo ano, está previsto o reflorestamento de diversas áreas às margens do reservatório, especialmente aquelas ocupadas por pastagem. A iniciativa será acompanhada de ações de educação ambiental e de relacionamento com a comunidade, no sentido de sensibilizar sobre o uso correto do solo, coibir a caça e pesca predatórias e os cuidados para preservação da mata nativa".
Na noite do dia 17 de agosto, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até a Reserva Lagoa São Paulo e confirmou a fumaça dentro da área. No entanto, por ficar em um local de difícil acesso e por estar escuro, o combate não foi imediato.
Segundo o 1° tenente do 14º Grupamento de Bombeiros (14º GB) em Presidente Prudente, Marcos Antônio Machado Junior, as equipes estiveram no local na data que iniciou o incêndio, mas não foi possível combater o fogo. "O combate começou apenas no outro dia pela manhã. Acionamos o Helicóptero Águia, que conseguiu nos ajudar", falou ao G1.
Outro fator que dificultou o trabalho de combate às chamas foi a quantidade de focos encontrados no local.
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