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Bióloga mergulha com espécies ameaçadas de extinção em nova série de TV

21/07/2020

Um novo programa da TV quer mostrar o lado frágil e pouco visto das espécies marinhas que causam arrepios nos humanos. Para isso, a bióloga Sofia Graça Aranha entrou na água com tubarões e animais desconhecidos do público nas gravações de “Ameaçados”, programa do canal Off que une aventura e conscientização ambiental.
“Grande parte das espécies que estão no oceano sofrem algum tipo de ameaça pelas interferências do homem. Mesmo animais que não estão na lista vermelha vivem em ambientes muito frágeis”, diz Sofia, que atualmente faz um doutorado em ciências do mar na Universidade do Algarve, em Portugal.
Criada em 1964, a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) indica espécies de plantas e animais que correm perigo de desaparecer. Segundo a instituição, 32 mil espécies de todos os tipos estão ameaçadas de extinção atualmente. Nos oceanos, a IUCN estima que cerca de 80 milhões de toneladas de peixes são pescados todos os anos.
Logo no início da série de 14 episódios, Sofia entra na água para encontrar o tubarão cabeça-chata no México. Na cena, em vez de medo há tranquilidade. “Desde sempre as pessoas foram ensinadas a ter medo desses animais. Nesses momentos, tem que manter a calma e seguir os protocolos estabelecidos para o encontro”, afirma a apresentadora.
Segundo a bióloga, há protocolos de mergulho mundiais e locais, que contemplam a especificidade dos animais de uma determinada região. Essas diretrizes são estabelecidas de acordo com estudos científicos.
Quando protocolos não são seguidos durante os mergulhos, a chance de um acidente acontecer aumenta, e o medo de bichos marinhos predadores tende a crescer entre as pessoas.
Para Rodrigo Thomé, mergulhador e diretor do programa, “Ameaçados” serve para questionar quem é o verdadeiro predador. “Quando falamos do oceano, ele é um mundo que se esconde debaixo de uma linha e que muito pouca gente se atreve a olhar”, afirma. “Acabamos criando um distanciamento gigantesco desses animais.”
“Nos relacionamos com o oceano de maneira irresponsável. Jogamos lixo como se não precisássemos nos preocupar, como se o oceano não fosse parte do nosso planeta também”, diz Thomé.
Não só espécies consideradas mais perigosas estão no programa. Em um dos episódios, Sofia protagoniza quase que um balé com uma manta oceânica gigante. Entre momentos de tensão, calmaria e beleza, é possível aprender algo sobre os bichos de uma maneira muito sutil. E essa era uma das intenções do diretor e da apresentadora.
“Consigo despertar as pessoas para a temática ambiental na sala de aula, mas o alcance é limitado. Sempre quis fazer isso para um público maior, e na TV consigo levar informação para pessoas que nem esperam encontrá-la”, diz Sofia.

A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo

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