
11/08/2020
A redução nas emissões globais de gases estufa e de poluentes por causa da pandemia de Covid-19 será "insignificante" para alterar o rumo das mudanças climáticas na Terra, aponta estudo publicado na sexta-feira (7) na revista "Nature Climate Change", do grupo "Nature", um dos mais importantes do mundo.
De acordo com os cientistas de várias universidades e centros de pesquisa do Reino Unido, da Alemanha e dos Estados Unidos, a queda nas emissões ligadas a atividades econômicas devem levar a uma redução de 0,005ºC a 0,01ºC na temperatura do planeta.
Os pesquisadores contrapõem, entretanto, que, se uma "recuperação verde" for buscada, o aquecimento global poderia ser mantido abaixo dos 1,5ºC até 2050. Esse aumento é a meta proposta por especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para que os piores efeitos das mudanças climáticas sejam evitados.
No estudo, os cientistas analisaram dados de mobilidade de 123 países, responsáveis por mais de 99% das emissões de gás carbônico no mundo, entre fevereiro e junho. Com as informações, eles estimaram as mudanças na emissão de gases estufa e poluentes e sugeriram que o pico das reduções foi em abril.
Os efeitos das mudanças a curto prazo, entretanto, terminam em 2025.
Para avaliar os impactos a longo prazo, eles modelaram cinco cenários possíveis no futuro, depois da pandemia, em relação à emissão de gases e poluentes:
1) O primeiro é o cenário normal (sem restrições pela Covid-19), usado como referência, no qual os países continuam com as emissões conforme previsto nas contribuições determinadas por cada nação (as Contribuições Nacionalmente Determinadas, NDCs, na sigla em inglês) para conter as mudanças climáticas.
2) No segundo cenário, há um pequeno "desvio", de dois anos, da tendência normal. Nessa hipótese, 66% das restrições ligadas ao novo coronavírus (Sars-CoV-2) impostas em junho continuariam até o fim de 2021. Nesse caso, as emissões retornariam, linearmente, ao nível "normal" até o fim de 2022. Este cenário também prevê a necessidade de "lockdowns parciais" até o fim de 2023 por causa da Covid-19.
Para saber mais, acesse o G1
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