UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Desmatamento em Rondônia tem aumento de 29% no primeiro semestre de 2020, indica Unir

10/09/2020

Rondônia teve um aumento de 29% nas áreas de desmatamento no primeiro semestre de 2020, se comparado ao mesmo período de 2019. É o que aponta um estudo do Laboratório de Geografia e Cartografia (LABCART), da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
A análise tem como base dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Foi contabilizado que de janeiro a julho do ano passado, Rondônia perdeu 31.993,681 hectares de floresta, sendo que 38,5% desse total foi em maio.
Já no mesmo período de 2020, foram registrados danos em 41.258,206 hectares e o mês com maior quantidade de desmate foi abril, representando 28,6% do valor total.
Nos dois anos, Porto Velho foi a cidade que mais desmatou no estado. Segundo a pesquisa, o ranking comparativo dos municípios que mais desmataram indica a "manutenção" das infrações no meio ambiente — pois acontecem mudanças nas posições, mas várias cidades permanecem encabeçando a lista, como: Candeias do Jamari, Nova Mamoré e Cujubim.
Para os pesquisadores, um dos fatores responsável pelo aumento do índice de desmatamento é a pandemia da Covid-19.
"Visto que as atenções estavam focadas em "conter", "combater" e "controlar" o avanço do vírus no Brasil, madeireiros, grileiros e outros (no qual denominamos de infratores), viram a oportunidade de avançar a degradação das florestas e do meio natural, com vendas de madeira ilegal, queimadas, derrubadas e etc. Todo esse aspecto conjuntural, contribui para este aumento", consta na pesquisa.
O estudo da Unir cita ainda que o processo de desmatamento no estado está intimamente atrelado ao processo de ocupação, a contar da construção da BR-364 e implantação dos projetos de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) próximo das décadas de 1970 e 1980.
O aumento populacional devido os movimentos migratórios possibilitou a expansão da fronteira agrícola e, consequentemente, tornou-se responsável pela substituição da floresta pela: agricultura, derrubada de madeira, construção de estradas e pastagens, conforme analisado pelos pesquisadores.
A cobertura florestal retirada gera graves desequilíbrios para o meio ambiente, como a perda da biodiversidade e aumento da emissão de gases poluentes na atmosfera.
O ensaio do LABCART foi intitulado de "Rondônia: Nossas Matas, Tudo Em Fim", fazendo referência ao hino do estado e está disponível no site da universidade.

Fonte: G1

Novidades

Gavião-pombo-pequeno é fotografado no Parque Estadual da Pedra Branca, em Jacarepaguá

27/08/2026

Um gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus) foi avistado no Parque Estadual da Pedra Branca, ...

ONU premia rede brasileira voltada à conservação do cerrado

27/08/2026

A ONU (Organização das Nações Unidas) premiou, nesta quarta-feira (26), uma iniciativa brasileira co...

´Veado preto´ é registrado pela primeira vez no Pantanal; entenda mutação rara

27/08/2026

Pesquisadores da ONG Onçafari registraram, pela primeira vez na história, casos de melanismo em cerv...

Projeto coleta mais de 30 toneladas de vidro nos Lençóis Maranhenses

27/08/2026

Em apenas seis meses de operação nos Lençóis Maranhenses, o projeto Vidrado destinou corretamente ma...

Crocodilos-do-nilo nascem na França devido às sucessivas ondas de calor

27/08/2026

As ondas de calor na França produziram um resultado inesperado em um parque de vida selvagem: dez cr...