UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Monocultura de eucalipto ameaça Alto Jequitinhonha, aponta estudo

14/07/2022

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV) aponta para graves impactos ambientais da monocultura de eucalipto na região do Alto Jequitinhonha, Minas Gerais.
Entre os dados mais preocupantes da pesquisa está o fato de que mais de 61% das áreas rurais da região estão tomadas por eucalipto. A planta é conhecida por extrair o máximo possível do solo, água e sais minerais e é considerada uma das principais responsáveis pela desertificação da região.
A diminuição da recarga de água, o rebaixamento dos lençóis freáticos, o secamento de veredas e nascentes e a diminuição das vazões dos rios são apontados como as principais consequências diretas do plantio do eucalipto.
Só no quesito água, por exemplo, a vegetação nativa do cerrado era capaz de absorver para o solo cerca de 50% do que caía das chuvas. Com a monocultura de eucalipto, esse número cai drasticamente para apenas 29%.
O estudo chamado “Salvaguardas ambientais: analisando impactos da monocultura de eucalipto” foi feito em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (INFMG), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Instituto Federal do Leste de Minas Gerais (IFLMG) e Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IFSMG), além de ter recebido apoio do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
Além de todo o impacto ambiental, o plantio de eucalipto também tem trazido problemas sociais para a região. O início das plantações começou a partir de incentivos fiscais na época da ditadura militar, nos anos 70. Com o passar dos anos, a região foi tomada pela monocultura da planta e junto disso vieram remoções, desapropriações e problemas hídricos.
Na região analisada, 52% das famílias têm consumo médio de 43 litros de água por habitante/dia, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como quantidade mínima de consumo 110 litros de água por habitante/dia.
Os custos atuais de abastecimento de água recaem sobre as próprias famílias, o poder público e a sociedade como um todo, que custeiam caminhões pipas para garantir o acesso mínimo à água, enquanto o lucro pela exploração da atividade econômica é apropriado pela empresa.

Para acessar o estudo completo, clique no Ciclo Vivo

Novidades

Florestas tropicais recuperam biodiversidade em uma geração

20/08/2026

A biodiversidade de florestas tropicais desmatadas pode voltar a níveis próximos dos originais em um...

A indignação com os danos ambientais causados ​​por um homem com seu caminhão em ecossistema único na Argentina

20/08/2026

A recuperação natural da imensa planície Pampa del Leoncito pode levar anos. A área protegida no no...

A onda de protestos que conseguiu barrar a primeira fazenda de polvos do mundo

20/08/2026

A sala era pouco iluminada e silenciosa, exceto pelo som da água, agitada pelos polvos que se moviam...

Águas na costa da Europa estão até 6°C acima do normal, fruto da mudança climática

20/08/2026

Oceanos em todo em todo o planeta registraram temperatura recorde em junho e julho, mostrou o último...