UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
James Webb: supertelescópio flagra novas imagens de ´galáxia fantasma´

30/08/2022

O telescópio espacial internacional James Webb capturou novas fotos de uma galáxia curiosa, a Messier 74, também conhecida como NGC 628 ou "galáxia fantasma", apelido dado por causa do fato de que o sistema é bastante díficil de ser observado sem um equipamento profissional.
As imagens foram divulgadas pela ESA, a agência espacial europeia, na manhã desta segunda-feira (29).
Em julho, como mostrou o g1, os mistérios da galáxia em espiral já haviam sido divulgados por um astrônomo espanhol, mas desta vez, o enorme sistema estelar foi visto pelo Webb com uma riqueza ainda maior de detalhes.
E, desta vez, duas novas imagens foram reveladas: uma feita apenas com instrumentos do supertelescópio e uma composição de dados tanto do Webb como do seu "primo mais velho", o telescópio Hubble, que mostra a galáxia perfeitamente simétrica a 32 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Segundo a ESA, justamente por causa dessas suas características peculiares, como seus braços espirais bem definidos, a galáxia é um alvo favorito para os astrônomos que estudam a origem e a estrutura dessas formações galácticas.
"A visão nítida do Webb revelou delicados filamentos de gás e poeira nos grandiosos braços espirais da M74, que se estendem para fora do centro da imagem", afirmou a agência.
A agência explica ainda que, ao combinar dados de telescópios, os cientistas podem obter mais informações e detalhes nunca antes vistos sobre objetos astronômicos, aumentando o poder de observação de até mesmo um supertelescópio como o Webb.
Como a M74 é perfeitamente simétrica, estrelas, gases e toda a poeira que a formam estão alinhados em braços espirais que se espalham para fora desse sistema.
Gabriel Brammer, astrônomo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca que divulgou o primeiro flagra da galáxia fantasma com o Webb explicou ao g1 que se pudéssemos observar a nossa própria Via Láctea "de uma espaçonave a milhares de anos-luz da Terra", teríamos uma visão semelhante.
Como também explicou ao g1 o astrofísico brasileiro Rogemar Riffel, que não teve relação com esses trabalhos, todas as imagens astronômicas são de "cor falsa": uma vez que não conseguimos atribuir diretamente um cor para esse tipo de imagem, determinadas colorações são escolhidas para realçar as estruturas de uma foto astronômica.
"E isso aconteceu inclusive nas imagens anteriores do James Webb, ou até mesmo do Hubble. Não é algo que a gente observaria a olho nu. São utilizados filtros que mostram, por exemplo, a emissão de gases, de poeira. Aí depois se criam imagens coloridas, em RGB, por exemplo. Mas a cor é sempre falsa. Lamento decepcionar", conta Riffel, aos risos.
E são justamente esses gases e nuvens de poeiras que aparecem em roxo na imagem abaixo que dão uma característica singular a essa galáxia tão distante de nós.

Esta reportagem pode ser lida por completo no g1

Novidades

90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição

18/08/2026

Há 3 décadas e meia, Roque Antônio trabalha como pescador. Todos os dias, pela manhã e à tarde, ele ...

Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis

18/08/2026

A Polícia Ambiental identificou, na sexta-feira (14), a supressão do solo de uma área de aproximadam...

Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias

18/08/2026

Centenas de capacetes, um sofá, uma porta de geladeira e dezenas de televisores de tubo. Esses são a...

Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar

18/08/2026

O Repórter Eco nasceu na ECO 92, Conferência realizada no Rio de Janeiro que trouxe o debate ambient...

Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque

18/08/2026

A Petrobras decidiu monitorar a porção norte do Parque Nacional do Cabo Orange –uma unidade de conse...