
15/09/2022
Um censo florístico mapeando todas as espécies arbóreas do Campo de São Bento e dos Hortos do Fonseca e do Barreto acaba de ser concluído. O levantamento foi feito por uma empresa contratada com recursos de compensação ambiental, a pedido da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS). O objetivo era identificar, quantificar e dar suporte à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), responsável pela manutenção dos parques urbanos, para o manejo adequado das árvores e a educação ambiental.
A partir do inventário, que registrou 2.307 exemplares, todas as árvores serão marcadas com lacres numerados e terão registro fotográfico.
— Isso é importante pela riqueza de detalhes que o diagnóstico apresenta e porque será fundamental para o controle e manejo da vegetação e para o planejamento de ações nos parques — diz o secretário de Meio Ambiente, Rafael Robertson, explicando que o inventário é um estudo científico que ficará à disposição da população e contribuirá para outros trabalhos sobre a flora.
Durante o levantamento, foram encontradas espécies ameaçadas de extinção. Diretora de Áreas Verdes da Secretaria de Meio Ambiente, Fabiana Barros destaca a importância de utilizar recursos de compensações para ações voltadas à proteção ambiental:
— Temos uma resolução do início de agosto que editou mudanças em medidas compensatórias. Há um tempo, só podíamos utilizar em mudas ou plantio. Conseguimos ampliar esse leque com serviços e equipamentos, melhorias nas gestão dos parques e estudos. O levantamento trouxe informações importantes, que era uma demanda da Seconser. No Horto do Barreto, em 20 mil metros quadrados, foram identificadas 529 árvores, divididas em 85 espécies, incluindo pau-brasil e o cedro odorata, ameaçados de extinção. No Campo de São Bento, em 36 mil metros quadrados, são 829 árvores, sendo 110 espécies. Lá também tem pau-brasil e duas espécies de cedro, odorata e comum. Já no Horto do Fonseca, em 80 mil metros, foram identificadas 949 árvores de 130 espécies. Além do pau-brasil e dos cedros, há um jequitibá-rosa.
A diretora explica, ainda, que o censo em parques naturais como o Parnit seria muito mais difícil devido às dimensões, mas adianta que a secretaria contratou em julho uma empresa para elaborar o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, que tem previsão de ser concluído em abril do ano que vem. O estudo, que será feito com imagens cartográficas e amostragens, fará um diagnóstico da vegetação do município com um todo.
Fonte: O Globo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
