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“Hotel de insetos” gigante é destaque na Semana de Design de Helsinque

04/10/2022

Durante a Semana de Design de Helsinque, na Finlândia, uma instalação chamou a atenção pela sua simplicidade e funcionalidade. Um grande hotel de insetos, construído com argila e outros materiais naturais foi construído pelas arquitetas Maiju Suomi e Elina Koivisto.
O pavilhão ganhou o nome de Alusta e foi instalado no pátio entre o Museu de Arquitetura Finlandesa e o Museu de Design de Helsinque, em junho, para servir de habitat urbano para diversos polinizadores.
Integrado ao seu ambiente, o discreto pavilhão é composto por uma série de estruturas retilíneas baixas criadas a partir de argila em várias formas, incluindo terra batida e tijolos, além de madeira.
Os tijolos em tons de terracota se encaixam e trazem diversas perfurações que abrigam diversas espécies de insetos. A madeira coberta de biocarvão, forma painéis retilíneos que compões estruturas geométricas com as peça de argila, acolhendo também pessoas e áreas verdes, com uma mistura de assentos canteiros com diversas espécies de plantas.
As plantas, como margaridas e lavanda, atraem os insetos que as polinizam e que encontram hospedagem no local, formando um ciclo “virtuoso” que beneficia todas as espécies envolvidas, inclusive os humanos que circulam pelo local e podem apreciar a paisagem e ter um momento de conexão com o verde no cenário urbano.
O pavilhão foi reconhecido por muitos dos visitantes da Semana de Design de Helsinque como um “hotel gigante de insetos”, conta Suomi. Para a escolha das plantas, a dupla de arquitetas teve a colaboração de pesquisadores de ecologia da Universidade de Helsinque.
Segundo eles, as plantas certas atrairiam atrairia insetos como abelhas solitárias, diferentes borboletas e zangões. A variedade de espécies é importante porque os polinizadores são onívoros, ou seja, buscam alimentos variados.
O pavilhão se junta a uma série de outros projetos que surgiram nos últimos anos, para ajudar as populações de abelhas e outros insetos em áreas urbanas.
A argila é o material predominante justamente porque não é tóxico e pode ser encontrado facilmente – razão pela qual também está presentes em vários jardins finlandeses. A madeira negra também é acessível e pode ser reaproveitada.
Como o pavilhão vai ser desmontado em outubro de 2023, a preocupação com materiais que pudessem ser facilmente desmontados e reciclados esteve presente desde o início do projeto. Após a desmontagem, os materiais do pavilhão serão reciclados e as plantas serão reutilizadas.

Fonte: Ciclo Vivo

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