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Como os fenômenos El Niño e La Niña afetam o clima no mundo

12/01/2023

As temperaturas globais e os padrões de chuva são afetados por um fenômeno climático conhecido como Sistema El Niño Oscilação Sul (ou ENSO, na sigla em inglês).
O evento tem dois estados opostos — o El Niño e o La Niña — e ambos alteram significativamente o clima em todo o mundo.
Mas o que acontece durante esses fenômenos?
Nos últimos anos, o mundo vive um período de La Niña, que reduziu as temperaturas e trouxe fortes chuvas para o Canadá e a Austrália.
Os ventos que sopram na parte superior do Oceano Pacífico — do leste, na América do Sul, para o oeste, na Ásia — foram mais fortes do que o normal.
Esses ventos alísios depositam uma camada de água quente na costa da Ásia e elevam o nível da superfície do mar. Já no leste, perto das Américas, a água fria sobe para a superfície.
Durante o El Niño, acontece o oposto — ventos alísios mais fracos significam que a água quente se espalha de volta para as Américas, e menos água fria sobe para a superfície na região.
O fenômeno foi observado pela primeira vez por um pescador peruano em 1600.
À época, ele notou que as águas quentes pareciam atingir o pico perto das Américas em dezembro. Por isso, o fenômeno foi apelidado de El Niño Navidad, ou "Menino Jesus", em espanhol.
Nem todo El Niño ou La Niña é igual, mas os cientistas sabem que alguns efeitos costumam acontecer em cada um desses fenômenos.
As temperaturas globais aumentam cerca de 0,2 °C durante um episódio de El Niño e caem cerca de 0,2 °C durante o La Niña.
Isso ocorre porque o El Niño significa que a água mais quente se espalha com maior intensidade e fica mais próxima da superfície.
Isso libera calor na atmosfera, e cria um ar mais úmido e quente.
Inclusive, o ano de 2016, o mais quente já registrado, foi um ano de El Niño.
Entre 2020 e 2022, o Hemisfério Norte teve três episódios consecutivos do La Niña.
Apesar do triplo La Niña, na terça-feira (10/1), dados do serviço de monitoramento climático da União Europeia revelaram que 2022 foi o quinto ano mais quente já registrado.
Adam Scaife, pesquisador do Serviço Nacional de Meterologia do Reino Unido (Met Office), afirmou: "A temperatura média global nos últimos três anos esteve em níveis quase recordes, mas teria sido ainda maior sem os efeitos de resfriamento de um La Niña prolongado."
Um aumento de 0,2 ºC na temperatura representaria um aumento de 20% na subida da temperatura global relacionada às mudanças climáticas.

Termine de ler esta reportagem acessando o g1

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