
28/02/2023
O glitter faz parte do dia a dia de muita gente, principalmente quando chega o Carnaval: homens e mulheres abusam da utilização das maquiagens no rosto e no corpo e as ruas ficam brilhantes, cheias de glitter. Tudo fica muito bonito! Mas também encontramos glitter o ano inteiro, até mesmo em brinquedos, como em unicórnios de pelúcia cheios de brilho e em materiais escolares de artesanato… Mas, pensando em questões ambientais, será que o glitter é tão maravilhoso assim?
O glitter é formado por pedaços de plásticos copolímeros, folhas de alumínio, dióxidos de titânio, óxidos de ferro, oxicloretos de bismuto ou outros materiais pintados em metálico, cores neon e cores iridescentes para refletirem a luz em um espectro de espumantes. Nada disso pode ser reciclado e, como há muitos químicos envolvidos, o tempo de decomposição é grande. O glitter é classificado como um microplástico por conta de seu tamanho, que varia de 1
mm a 5 mm.
Microplásticos, como o próprio nome demonstra, são pequenas esferas ou pedaços de plásticos. Eles chegam ao mar na forma de garrafas plásticas, redes de pesca e diversos outros objetos plásticos que acabam se degradando mecanicamente devido à chuva, ventos e ondas do mar. A partir daí, pequenos pedaços se desprendem e fazem um grande estrago. Partículas que já são produzidas em tamanho muito reduzido, como é o caso do glitter, têm o agravante de já chegarem no formato de microplástico.
Esses pedacinhos de plástico têm capacidade de absorverem produtos tóxicos, como pesticidas, metais pesados e outros tipos de poluentes orgânicos persistentes (POPs).
A matéria na íntegra pode ser lida em Ecycle
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