
23/03/2023
Uma estrutura acessível para coleta e armazenamento de água da chuva para consumo foi projetada pelo estúdio de design queniano BellTower. A ideia do projeto é ajudar as nações emergentes a fornecer água potável a seus cidadãos.
Intitulada “Comunidades de código aberto”, o protótipo, como o nome indica, é exemplo de como o planejamento inteligente de código aberto e o design acessível podem ser usados para fornecer fontes sustentáveis de água limpa.
Entre mais de duas mil inscrições de 79 países diferentes, o projeto venceu o Grand Prix do Lexus Design Award de 2020. Trata-se de um prêmio promovido pela Lexus, divisão de veículos da Toyota.
O concurso possui critérios de julgamento baseados em três princípios-chave: Antecipar, Inovar e Cativar na busca de um Amanhã Melhor.
“Nossa jornada começou com muitos desafios. No entanto, perseveramos em mostrar nosso conceito ambicioso. Nossa experiência nos ensinou lições valiosas ao longo da vida. Todos os nossos projetos futuros serão alinhados com os princípios-chave que aprendemos”, afirmou o designer John Brian Kamau, da BellTower, ao receber o prêmio.
Ao falar sobre a inspiração para o coletor de água, o time de profissionais explica que seus amigos e familiares ainda sofrem da mesma necessidade básica: falta de água potável. “Como equipe, tentamos resolver os problemas do nosso país. Nossa ideia foi inspirada em nossa gente”, disse Arvin Booker Kamau, também designer na BellTower.
Arvin explicou que a estrutura que retém a água tem elementos de design cultural e tribal africano.
A estrutura é projetada para ser fabricada com peças pré-fabricadas de materiais locais e baratos. Desta forma, uma unidade pode ser erguida por cinco construtores em 10 dias.
As paredes da estrutura são feitas com bambu, plástico 100% reciclado e sem uso de produtos químicos. A ideia é que seja isolante e impermeável.
O teto é composto por um telhado fixo e outro ajustável. O primeiro possui ângulo de 30º e deve receber placas solares, orientadas para o sul. Assim sendo, há captação máxima de radiação solar e perda mínima de água.
Já o telhado moldável funciona mecanicamente com contrapeso. Isso garante a entrada de iluminação e ventilação natural. O formato também assegura maior captação de água da chuva: é possível recolher 10 mil litros de água em 30 minutos de chuva pesada.
A água que entra no sistema vai direto para um filtro biológico capaz de remover 99% das bactérias e matar 88% dos vírus. O líquido então é encaminhado para torneiras com pedal, de forma que o usuário possa retirar a água com o mínimo de contato possível.
Toda essa estrutura tem um custo de 10 mil dólares e a ideia é que possa servir para uma comunidade inteira. Os idealizadores explicam que se em uma região com mil moradores cada um investir 1 dólar por mês, em 10 meses a comunidade pode ser proprietária do sistema.
Ao longo do tempo, a estrutura poderia até gerar renda para a comunidade. Segundo o estúdio de design, cada 20 litros de água pode ser comercializado por um centavo.
Termine de ler esta matéria acessando o CicloVivo
Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador
13/08/2026
Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS
13/08/2026
Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES
13/08/2026
Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos
13/08/2026
Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado
13/08/2026
Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas
13/08/2026
