
04/04/2023
Pescadores estão ajudando a despoluir a Baía de Guanabara, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, com um projeto inusitado, mas eficiente. Ao invés de peixes, os pescadores trabalham para “pescar” resíduos do mar e dos manguezais, encaminhando este material para a reciclagem ou para o descarte adequado.
A iniciativa entra agora em sua terceira fase e vai ampliar o número de pessoas envolvidas, com a adição de um terceiro time de 10 novos pescadores e um coordenador da colônia do Fundão. Nos próximos 12 meses, a meta do projeto é coletar ao menos 150 toneladas de lixo dos arredores da Ilha do Governador.
“Vimos em primeira mão que, mesmo sem medidas para conter a enxurrada de resíduos que entra na baía, é possível remover resíduos e promover a recuperação ecológica dos manguezais. Este impacto ambiental, aliado ao benefício socioeconômico para comunidades de pesca tradicionais, é muito promissor”, explica Pedro Succar Especialista em Economia Circular da BVRio, que gerencia o projeto desde 2021.
O projeto “Pesca de resíduos”, executado pela BVRio em parceria com a empresa social italiana Ogyre, conta com 33 pescadores que se dedicam dois dias por semana à limpeza da Baía de Guanabara e complementam sua renda com este trabalho, já que enfrentam uma escassez de peixes.
“Eu pesco há trinta anos na Baía de Guanabara, por isso espero que o projeto dê certo. A gente está com um pessoal empenhado, querendo fazer a limpeza da Baía para melhorar a poluição”, conta Sebastião Nunes de Oliveira, mais conhecido como Foca.
A matéria na íntegra pode ser lida no CicloVivo
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