UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
“Pipa aquática” usa marés para gerar energia

30/05/2023

Um dispositivo inusitado está ajudando a abastecer as Ilhas Faroé – um arquipélago entre a Escócia e a Islândia – com energia renovável. É o Dragon 4, uma “pipa aquática” que gera eletricidade a partir de fluxos de maré e correntes oceânicas.
O Dragon 4 é uma turbina cujo desenho e performance imita uma pipa voando. O modelo consiste em uma asa, que carrega uma turbina diretamente acoplada a um gerador. Leve, modular e escalável são algumas das características do produto.
Desenvolvida pela empresa sueca Minesto, o dispositivo vem passando por vários testes na última década. Em 2022, começou a fornecer eletricidade à rede elétrica nas Ilhas Faroé. A ideia é aproveitar a fonte inesgotável de energia renovável proporcionada pela força das marés.
A asa usa a força de sustentação hidrodinâmica criada pela corrente subaquática para mover a pipa. Com um sistema de controle a bordo, a pipa é dirigida autonomamente em uma trajetória pré-determinada em forma de oito, puxando a turbina através da água em um fluxo de água várias vezes maior do que a velocidade real do fluxo. O eixo da turbina move o gerador que produz eletricidade e envia para a rede.
“Imagine que você está em uma praia, empinando uma pipa contra o vento. Você sente a forte força das cordas da pipa. Ao empinar a pipa de lado, você percebe que ela voa mais rápido – muito mais rápido do que o próprio vento está soprando. Empinar uma pipa através do fluxo é o mesmo princípio por trás da tecnologia oceânica patenteada”, explica a empresa Minesto. “Exceto – em vez de voar em uma praia, ‘voamos’ no oceano, pois a água é quase mil vezes mais densa que o ar, então a energia é muito mais concentrada”, completa.
O pequeno sistema de “pipa aquática” de 100 quilowatts foi instalado em outubro nas Ilhas Faroé e apresentou resultados recordes em termos de eletricidade total gerada, desempenho máximo e conversão de energia em geral. Um segundo equipamento já foi implantado desde então e a Minesto possui um plano detalhado para a construção gradual de conjuntos de turbinas. Com uma capacidade total de 120 MW de energia das marés, gerando cerca de 350 GWh por ano, as matrizes forneceriam 40% do crescente consumo de eletricidade das Ilhas Faroé.
A União Europeia quer obter 40 gigawatts de energia “oceânica” até 2050, porém há grandes desafios no desenvolvimento, expansão da tecnologia e alto custo. Por enquanto, a Minesto assinou acordos para levar sua tecnologia de energia das marés para as Filipinas e Taiwan, cujo abastecimento energético provém 95% de combustíveis fósseis.

Fonte: CicloVivo

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...