UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
MT desmata mais de 2 mil hectares no Pantanal em quatro meses, aponta instituto

27/07/2023

Mato Grosso desmatou 2.329 hectares do Pantanal nos quatro primeiros meses de 2023, resultando em 274 alertas de desmatamento. Nos últimos quatro anos, foram mais de 9,5 mil hectares de floresta derrubada no estado, sendo 120 mil hectares em todo território do Pantanal, alcançando índice recorde. Os dados foram divulgados pelo sistema de sensoriamento remoto de biomas no Brasil (MapBiomas) na quarta-feira (26).
Se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram desmatados 1.443 hectares, houve um aumento de 61,3%. Durante todo o ano de 2022, foram destruídos 4.392 hectares do bioma.
Segundo o Instituto SOS Pantanal, a degradação é resultado de uma legislação pouco efetiva, responsável por até 60% de substituição da vegetação original para fins de cultivo e pecuária.
Para o biólogo e Diretor de Comunicação do SOS Pantanal, Gustavo Figueirôa, mesmo com as licenças para supressão de grandes áreas, dados do Ministério Público mostram que o desmatamento foi, em média, 25% maior do que o permitido nas licenças.
“O desmatamento no Pantanal está crescendo muito e não vemos sinal algum de diminuição pela frente. Boa parte desse desmate feito é com autorização dos órgãos ambientais, graças a uma legislação super permissiva”, ressalta.
Os impactos do fenômeno El Ninõ também chamam atenção dos especialistas, o fenômeno altera a distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico e provoca alterações no clima entre os meses de agosto e setembro.
“As condições atuais de seca para a região do Pantanal indicam maior propensão do fogo na parte norte do bioma”, explicou a meteorologista do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais – LASA, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Libonati.
O Pantanal é um dos biomas mais ricos e diversos da fauna e flora do país, mas a região norte sofre maior estiagem e é mais suscetível ao fogo, com a escassez de água impactando a vida de várias espécies locais.
Entidades ambientais da região têm motivado esforços para que ações preventivas, como um incremento das brigadas de incêndio e intensificação do monitoramento climático, sejam coordenados.
“Uma vez que é impossível frear o El Niño, o que nos resta é mitigar os efeitos desse impacto adicional, principalmente os incêndios florestais. Estamos fazendo uma rodada de reciclagem, renovando materiais e fortalecendo as equipes para que elas estejam prontas para um eventual combate”, explica Figueirôa.

Fonte: g1

Novidades

Aranha-lobo ‘dá um passeio’ pelo Aterro do Cocotá, na Ilha do Governador

13/08/2026

Uma aranha-lobo, também conhecida no Brasil como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, foi fotografad...

Fotógrafo brasileiro registra eclipse total na Espanha e flagra coroa solar e ‘anel de diamante’; veja IMAGENS

13/08/2026

O fotógrafo brasileiro Kiko Fairbairn registrou nesta quarta-feira (12), em Castrojeriz, na Espanha,...

Nova espécie de planta é descoberta em fotografias de observação de aves no ES

13/08/2026

Um pesquisador identificou uma nova planta por meio de fotos de pássaros registradas em uma reserva ...

Saúde das baterias impulsiona economia circular dos carros elétricos

13/08/2026

O crescimento acelerado dos veículos elétricos e híbridos no Brasil traz um novo desafio para a mobi...

Calçada da ´Fauna´: conheça espécie de animal vermelho que ganhou pegada eternizada em Gramado

13/08/2026

O mais novo "astro" da "Calçada da Fauna" atende pelo nome de guará-rubro. A pegada da ave foi regis...

Brasil perdeu 14% da cobertura de vegetação nativa em 41 anos, aponta MapBiomas

13/08/2026

A vegetação nativa ocupava 79% do território brasileiro em 1985. Quatro décadas depois, essa partici...