UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Pesquisadores encontram lixo no fundo do oceano em 90% de pontos estudados no Brasil

05/03/2024

A presença de grandes quantidades de lixo no oceano é um tema que vem ganhando cada vez mais atenção e estudo, entretanto, são poucas as avaliações referentes ao oceano profundo (com mais de 200 metros de profundidade).
Um primeiro relatório sobre a presença de lixo marinho persistente no talude continental do Sul e Sudeste do Brasil foi publicado na revista Marine Pollution Bulletin e traz dados alarmantes: foi encontrado lixo em 28 dos 31 locais amostrados (90% do total) em duas áreas distintas da costa Sul/Sudeste do Brasil e, em alguns deles, a quantidade de resíduos foi maior que a de peixes e invertebrados.
"Nosso projeto tem como objetivo estudar os peixes e outros animais de mar profundo, entre 200 e 1.500 metros de profundidade, e percebemos que em praticamente todas as coletas também vinha uma grande quantidade de lixo", explica Marcelo Melo, do Laboratório de Diversidade, Ecologia e Evolução de Peixes do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
A equipe de pesquisa decidiu, então, guardar e estudar todo o lixo coletado.
Para Flávia Masumoto, pesquisadora do grupo e primeira autora do artigo, a quantidade de lixo encontrada foi espantosa, o que levou à decisão de guardar, secar, pesar, quantificar e analisar o material encontrado.
"Foi surpreendente o fato de não encontrarmos nenhum artigo analisando a presença de lixo no oceano profundo brasileiro. Encontramos sim algumas análises sobre lixo no oceano, mas apenas sobre a costa brasileira, e isso reforçou a importância do trabalho que estávamos realizando", afirma.
A pesquisa, financiada pela Fapesp por meio de dois projetos vinculados ao Programa Biota, coletou material em 16 pontos de São Paulo e 15 estações de Santa Catarina. Em apenas três locais paulistas não foi encontrado nenhum lixo. Um total de 603 itens foi obtido, com uma massa de 13,78 quilos.
"Apesar de o oceano profundo ser uma área bastante vasta, a luz solar não chega de forma eficiente para produção de fotossíntese, então não tem plantas nem algas. É, portanto, uma área com pouca biomassa. É importante ter isso em mente para analisar esses 13 quilos de lixo encontrados, pois em algumas áreas coletamos uma massa maior de lixo do que de peixes e invertebrados", explica Melo.

Conclua a leitura acessando a Folha de S. Paulo

Novidades

VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador

06/08/2026

Uma baleia franca e seu filhote foram flagrados pelo fotógrafo Gabriel Klabin no Arpoador, Zona Sul ...

Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio

06/08/2026

O alerta severo disparado pela Defesa Civil da cidade do Rio por volta das 5h da manhã desta quarta-...

Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta

06/08/2026

Marcio Karai acomoda-se sobre um tronco de árvore perto de sua casa, nos arredores de São Paulo, e p...

Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização

06/08/2026

Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção ...

Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO

06/08/2026

Uma baleia-jubarte surpreendeu um grupo de praticantes de caiaque durante um passeio no início da ma...

Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem

06/08/2026

Numa cooperativa de reciclagem, rejeito não é sinônimo de lixo comum, é o material que chega, é tria...