UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Mina de potássio na Amazônia tem licença estadual questionada pelo MPF

11/04/2024

O Amazonas concedeu licença para que a empresa canadense Brazil Potash construa a maior mina de fertilizantes da América Latina na floresta amazônica, mas procuradores federais disseram nesta terça-feira (9) que isso não é legalmente aceitável.
O governador Wilson Lima (União Brasil) anunciou nesta segunda-feira (8) que a licença de instalação foi emitida pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) e que a empresa planeja investir R$ 13 bilhões para construir a mina em Autazes, a 120 km a sudeste de Manaus.
O projeto, que poderia reduzir a dependência de 90% da agricultura brasileira em relação ao potássio importado, está parado há anos devido à oposição do povo indígena mura, que afirma não ter sido consultado sobre o uso de suas terras ancestrais.
As autoridades federais dizem que a licença deve vir do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), não do órgão ambiental do estado —cujo governo apoia o projeto, por defender que trará investimentos e criará milhares de empregos.
O MPF (Ministério Público Federal) em Manaus afirma em um comunicado que considera a licença concedida pelo Ipaam "irregular e adotará as medidas cabíveis".
"A licença viola os direitos constitucionais, as normas internacionais e também os direitos dos povos indígenas", diz.
Em setembro, uma juíza federal de Manaus reiterou sua decisão de 2016 de suspender o projeto até que os muras fossem devidamente consultados. Ela também determinou que a licença deve vir do órgão ambiental federal, não estadual.
Posteriormente, a Justiça federal anulou liminar que suspendia a licença estadual da Brazil Potash, argumentando que o Ipaam poderia emitir a licença porque não há território indígena oficialmente reconhecido na área planejada para a extração.
Os líderes muras dizem que a área em questão se sobrepõe às terras ocupadas pelos indígenas e buscam a demarcação do território. Mas o processo está pendente na Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).
A Potash Corp, por sua vez, afirma que lideranças muras apoiam a mina.
Cinco comunidades muras, além da Associação Indígena do Amazonas, enviaram aos procuradores cartas vistas pela Reuters rejeitando o anúncio do governador.
A Brazil Potash pertence à CD Capital, com uma participação de 34%, à Sentient, com 23% das ações, e ao Forbes & Manhattan Group, de Stan Bharti, que agora detém 14%, juntamente com outros acionistas. O canadense Forbes & Manhattan iniciou o projeto.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

VÍDEO: baleia franca e filhote ´dançam´ em flagra de fotógrafo no Arpoador

06/08/2026

Uma baleia franca e seu filhote foram flagrados pelo fotógrafo Gabriel Klabin no Arpoador, Zona Sul ...

Após ´alerta severo´ da Defesa Civil, entenda se ciclone bomba pode atingir o Rio

06/08/2026

O alerta severo disparado pela Defesa Civil da cidade do Rio por volta das 5h da manhã desta quarta-...

Especialistas indígenas preservam abelhas nativas sem ferrão em SP e fazem alerta

06/08/2026

Marcio Karai acomoda-se sobre um tronco de árvore perto de sua casa, nos arredores de São Paulo, e p...

Turismo de avistamento de baleias tem regras, e especialistas defendem melhor fiscalização

06/08/2026

Em meio à expansão do avistamento de baleias-jubarte no litoral paulista, uma cena chamou a atenção ...

Baleia-jubarte passa debaixo de caiaque e surpreende grupo no ES: ´Achei que ia me derrubar´, diz instrutor; assista VÍDEO

06/08/2026

Uma baleia-jubarte surpreendeu um grupo de praticantes de caiaque durante um passeio no início da ma...

Embalagem flexível é principal rejeito em cooperativas de reciclagem

06/08/2026

Numa cooperativa de reciclagem, rejeito não é sinônimo de lixo comum, é o material que chega, é tria...