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Saiba como funciona o purificador enviado para o RS

14/05/2024

Em meio a enchentes, que não cessam, a população do Rio Grande do Sul sofre com a falta de água. Milhões de litros de água estão sendo doados, mas a logística é complicada em diversas regiões e, como a prioridade óbvia é ter água para beber, tomar banho e lavar roupa em abrigos, por exemplo, tem sido um grande desafio.
Para driblar a escassez de água potável e o acesso restrito ao serviço público de abastecimento de água, foram doados 220 purificadores de água ao estado. Os equipamentos foram fabricados pela startup brasileira.
Fundada em 2019 pelos engenheiros Fernando Marcos Silva e Maria Helena Azevedo, a PWTech desenvolveu uma tecnologia totalmente brasileira cujo resultado também pode ser atribuído a uma parceria operacional com duas importantes universidades públicas: a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Como funciona a tecnologia do purificador
Batizado de PW5660, o purificador consiste em uma caixa com menos de 1 metro de largura e 43 cm de altura, e aproximadamente 18 quilos. O equipamento é capaz de reduzir em até 99,5% a presença de partículas e eliminar 100% os vírus e as bactérias.
Diferentemente de um purificador doméstico, o produto transforma água contaminada em água potável. Sua capacidade é de purificar de 5.600 litros a 10.000 litros de água doce por dia, o que inclui água da chuva, dos rios ou açudes.
O PW5660 é considerado de baixo custo e fácil instalação e manutenção, sendo adaptável a diferentes fontes de energia e funcionando com baixo consumo. Desta forma, funciona tanto na rede elétrica como em geradores ou placas de energia solar, e até com inversores veiculares. Também é portátil e resistente a trepidação e solavancos.
O purificador custa entre R$ 16.000,00 e R$ 18.500,00, dependendo do modelo, e produz água limpa ao custo de médio de R$ 7 por metro cúbico, abaixo do valor da água da torneira ou de água de caminhão-pipa. No caso dos purificadores enviados ao RS, cada purificador custou um total de R$ 22 mil, incluindo kits de manutenção e filtros, segundo o Youtuber Felipe Neto, que realizou a compra dos equipamentos para doação ao estado.
O purificador foi desenvolvido para garantir água potável em regiões remotas do Brasil. De fato, eles já são usados em comunidades, escolas, unidades básicas de saúde e canteiros de obras em estados como Amazonas, Pará, Minas Gerais e São Paulo. Entretanto, diante de tantas catástrofes, o produto ganhou o mundo.
Em março de 2022, a startup enviou 50 equipamentos para a Ucrânia, onde 10 mil pessoas foram atendidas. No mesmo ano, o purificador garantiu água potável em Tonga – país localizado na Oceania – que foi devastado por uma sequência de desastres naturais que incluíram erupção vulcânica, tsunami e terremoto. No Haiti, onde um terremoto deixou 1,2 mil mortos, os purificadores da PWTech garantiram água para 150 mil pessoas.
A tecnologia já promoveu o acesso à água potável em diversas regiões de conflito e sob o efeito de emergências climáticas como a Faixa de Gaza, Síria, Paquistão e, mais recentemente, Etiópia. Ao todo, a PWTech tem seus produtos em 20 países. Além disso, é reconhecida pela ONU como uma solução de atendimento imediato de ajuda humanitária no acesso à água potável.
“Quando nos deparamos com uma situação de crise humanitária, a escassez de água potável muitas vezes é um dos principais problemas que precisam de uma solução imediata”, afirma Fernando Silva, CEO da PWTech e engenheiro químico de formação. “Levamos nosso equipamento onde haja necessidade de água limpa em pequena e média escala. Nosso objetivo é oferecer uma solução inovadora para garantir um direito básico, que é o acesso à água potável”.

Fonte: CicloVivo

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