
18/06/2024
O Pantanal, uma das maiores áreas úmidas contínuas da Terra, enfrentou uma temporada de incêndios devastadora entre 2019 e 2021 que deixou marcas profundas: quilômetros de vegetação nativa destruídos e uma perda significativa da sua biodiversidade regional.
E apesar da recente diminuição do acumulado de focos incêndios nos últimos anos (2021 e 2022), especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o desmatamento na região - um fenômeno associado às queimadas - está aumentando novamente. E a perspectiva para os próximos meses não é das melhores.
Isso porque junho mal começou e até a última sexta-feira (14), 733 focos de queimadas foram registrados em todo o bioma, o maior número de focos para o mês em toda a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"Pela primeira vez estamos com o Pantanal completamente seco no primeiro semestre. O Ibama já contratou mais de 2 mil brigadistas para atuar em todo o país, com foco inicial no Pantanal e na Amazônia, e vamos fazer tudo o que for necessário. As crises climáticas são eventos cada vez mais extremos", afirmou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, em nota.
"A tendência atual do desmatamento no bioma é de aumento", diz Daniel Silva, especialista de conservação do WWF-Brasil.
Redução de recursos hídricos
Não é à toa que o Pantanal é conhecido como a maior planície tropical inundável do mundo, com uma área que ultrapassa os 150 mil km² em território brasileiro.
Sua vegetação é uma combinação de espécies migradas do Cerrado, da Amazônia, do Chaco e da Mata Atlântica, rodeada por vastas lagoas que abrigam uma grande diversidade de animais, de aves a jacarés que dependem de suas águas.
Contudo, nas últimas décadas, o que mais se observa na região é uma transformação drástica no mapa das áreas alagadas desse bioma.
Conclua a leitura clicando no g1
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