
25/06/2024
Agentes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul combateram focos de incêndio na manhã deste sábado (22) em Corumbá, na margem do rio Paraguai oposta à do Porto Geral, região turística no centro da cidade.
Manter o fogo longe de casas de ribeirinhos e da região central do município tem sido os objetivos das brigadas que atuam naquela região do pantanal. O risco é que o vento carregue material incandescente ou queimado sobre o rio, atingindo a vegetação do lado da parte urbanizada.
Na ação deste sábado, os bombeiros usaram três aeronaves. Uma delas é um avião que carrega um reservatório para lançar até 3.000 litros de água sobre as chamas.
As outras duas são helicópteros da Polícia Militar, cedidos para as operações. Eles são equipados com o chamado "bambi bucket", um balde de lona pendurado por cabos que pode captar cerca de 820 litros de água e lançá-los sobre os incêndios.
Na última semana, os focos têm se aproximado têm se aproximado do centro da cidade. Ao todo, Corumbá tem 64.432,4 km² de área —quase três vezes a de Sergipe, o que representa um desafio no deslocamento de equipes para o combate ao fogo, como mostrou a Folha.
As aeronaves usadas neste sábado, no entanto, não transportam equipes. Esse tem sido o principal entrave para o combate a incêndios, segundo brigadistas de diferentes setores. Chegando mais rápido aos pontos de ignição dos incêndios, defendem, as equipes podem controlar com mais facilidade o fogo.
O governo de MS anunciou, em comunicado neste sábado, que haverá apoio de sete aeronaves. Da parte do Ibama, serão dois aviões do tipo air tractor, que fazem o lançamento de água, e um helicóptero.
Já o Exército vai disponibilizar quatro aeronaves de grande porte para transporte de tropas. Ainda, 50 agentes da Força Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, serão enviados à região para ajudar nos combates ao fogo.
Ainda, o município está comemorando, com a população e cerca de 10 mil turistas, segundo estimativa da prefeitura, o Banho de São João. A festa junina é patrimônio cultural imaterial do Brasil e principal evento da cidade. Ao longo da última semana, o clima festivo não parecia ser afetado pela névoa de fumaça ou pelos incêndios noturnos, visíveis do centro da cidade.
Apesar de haver diversas brigadas atuando na região, como as dos bombeiros, de militares da Marinha e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), o monitoramento é constante. Um perigo, por exemplo, é que rajadas de vento podem acelerar a dispersão do fogo, inclusive pulando o rio ou estradas, como a BR-262, onde os bombeiros também atuaram na noite de sexta-feira (21).
Um desses episódios de "pulo" do fogo aconteceu na fazenda São Bernardo, a 45 km do centro de Corumbá, no último domingo. A reportagem acompanhou uma ação de brigadistas do PrevFogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), do Ibama, para controlar um foco que destruiu lotes da fazenda em menos de duas horas.
Fonte: Folha de S. Paulo
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