
27/06/2024
É época de migração das baleias-jubarte, e cada vez mais elas têm dado o ar da graça no litoral do Rio de Janeiro. Cariocas e turistas podem vê-las de pertinho em passeios que saem da Baía de Guanabara rumo ao alto-mar.
“A gente sai num safari, nem sabe o que vai enfrentar. Pode ser [que] em 15 minutos a gente encontre um grupo de baleias ou pode ser em 2, 3 horas”, diz Enrico Marcovani, fundador do Projeto Baleia Jubarte, que há 36 anos monitora a passagem das jubartes e ensina a importância de preservá-las.
Todos os anos, as baleias saem da Antártica numa jornada de 10 mil quilômetros até as águas quentinhas de Abrolhos, no litoral baiano, para procriar. Entre junho e agosto, são vistas no Rio de Janeiro.
Depois, fazem o caminho de volta.
Com 16 metros e pesam 40 toneladas, as jubartes têm na cor e no desenho da cauda suas “impressões digitais”.
“A parte dorsal da cauda, que é a parte de trás, normalmente é preta, seguindo a coloração do corpo. E hoje a gente encontrou um indivíduo bem mais claro, padrões de branco. A gente ficou bem maravilhado porque foi a primeira vez que a gente viu um animal grande que não seja filhote e tem esse tipo de coloração”, explica a pesquisadora Rafaela Souza.
A cada encontro, os pesquisadores preenchem um relatório com as informações. Tudo fica registrado.
“Quanto mais a gente sabe das baleias, mais informações a gente tem sobre elas e mais ferramentas para conseguir conservá-las. Conservar o ambiente e as espécies, então é importante as informações bem detalhadas mesmo”, conta a pesquisadora Bianca Righi.
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