
18/07/2024
"E se eu vendesse o serviço de compostagem doméstica de resíduos orgânicos aos meus amigos em vez de perturbá-los para se engajarem no meu projeto de composteira urbana?" Foi essa a pergunta que levou o engenheiro ambiental Lucas Chiabi, 33, a criar a primeira iniciativa de coleta orgânica domiciliar do país.
Fundado no Rio de Janeiro, o Ciclo Orgânico surgiu de um projeto familiar de compostagem, com cinco casas atendidas, todas de parentes de Chiabi. "Eu vi a minha família se engajar e ficar mais atenta ao que consumia e à qualidade da sua alimentação", lembra. "Comecei a chamar meus colegas de faculdade. Mas muitos não toparam."
Tempos depois, conta ele, esses mesmos colegas contrataram seu serviço de coleta e compostagem e viraram clientes da Ciclo Orgânico, que hoje atende 4.600 famílias na capital fluminense, além de grandes geradores de resíduos, como restaurantes, clubes, empresas, estádios e eventos.
O serviço inclui uma avaliação da produção de resíduos orgânicos de cada residência, a escolha do recipiente coletor de tamanho adequado e a coleta domiciliar na frequência escolhida. A empresa oferece 30 dias de teste gratuito.
Chiabi se inspirou na chamada Revolução dos Baldinhos, um movimento de compostagem comunitária iniciado em 2008 em Florianópolis (SC) como uma medida sanitária para retirar resíduos orgânicos dispostos inadequadamente e assim acabar com uma infestação por ratos num bairro da cidade.
Essa reportagem pode ser lida na íntegra clicando na Folha de S. Paulo
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