
01/10/2024
Resíduos sólidos de origem humana, principalmente plásticos, estavam no organismo de quase 70% das tartarugas-verdes encontradas encalhadas no litoral centro-sul do Rio de Janeiro entre maio de 2019 e março de 2021. As constatações são de artigo publicado pela revista científica “Ocean and Coastal Research” nesta sexta (20) por pesquisadores da Universidades Federal Fluminense (UFF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e de instituições parceiras.
O trabalho analisou os tratos gastrointestinais de 66 tartarugas-verdes – um tipo de tartaruga marinha. Os cientistas encontraram, no total, 1.683 detritos, sendo 850 deles – ou seja, mais da metade – plásticos flexíveis, como os de sacolas plásticas. Esses detritos estavam localizados principalmente no intestino grosso dos animais. Outros tipos de resíduos encontrados foram linhas e cordas, plásticos rígidos e borrachas.
O artigo sugere que a espécie possivelmente ingere detritos que se assemelham à sua alimentação natural. A cor predominante dos resíduos, presente em mais de 36% dos casos, era âmbar ou marrom, e a faixa de tamanho observada em mais de 40% dos registros era de meio milímetro a dois centímetros e meio.
A pesquisadora da Uerj Beatriz Guimarães Gomes, uma das autoras do estudo, explica que este é o primeiro trabalho a analisar o conteúdo do trato gastrointestinal de tartarugas encalhadas coletadas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
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