
30/01/2025
Yure Braga, 22, foi contratado há três meses para dar aula numa rede de futevôlei na praia do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. Tornou-se mais um dos inúmeros professores para atender à proliferação de alunos de esportes nas areias desde a melhoria da qualidade da água deste trecho da orla da baía de Guanabara.
Com o emprego, ele se mudou para o Rio Comprido, na região central da capital. Deixou a casa dos pais no Pantanal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, bairro às margens do poluído rio Sarapuí, afluente do rio Iguaçu, que deságua na baía, a alguns quilômetros da mesma praia do Flamengo.
"Quem olha nem acredita que é a mesma água", diz Yure, que vai à casa dos pais todo fim de semana.
O estado do rio Sarapuí, muito ruim segundo monitoramento feito pelo CBHBG (Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara), é o mesmo desde o início da concessão de saneamento básico do Rio de Janeiro, em agosto de 2021. Assim como ele, nenhum outro rio da região metropolitana do Rio de Janeiro teve alteração significativa na qualidade de sua água no período.
Os dados apontam que a melhora da qualidade da água na praia do Flamengo é uma exceção comparada à estagnação verificada em 46 pontos de monitoramento na bacia hidrográfica.
O esgoto lançado nesses rios é a principal origem da poluição da baía de Guanabara, cuja promessa de limpeza remonta há 40 anos e foi renovada com a concessão.
Esta matéria pode ser lida na íntegra pela Folha de S. Paulo
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