
11/03/2025
Uma revoada com centenas de andorinhas impressionou moradores de Medianeira, no oeste do Paraná.
O fenômeno, que também tem chamado a atenção de internautas nas redes sociais, acontece diariamente, no entardecer, entre às 18h e 19h30.
Uma das imagens é de Tanner Rafael Gromowski. Nela, um grupo com diversas aves sobrevoa a Avenida Brasília, na região central da cidade. O grupo vai de um lado o outro, numa espécie de dança bem sincronizada entre os integrantes, que perpassam prédios e árvores sem perder o ritmo.
Atento aos movimentos das aves pela cidade, o assistente administrativo conta que há cada dois ou três anos as aves se reúnem em Medianeira, sempre neste período do ano, em bandos.
"Eu achei surreal, nunca tinha visto tão de perto porque a ´dança´ delas era sempre no céu, bem distante, a gente não conseguia ver de perto, [...] Simplesmente fantástico. [...] Um espetáculo da natureza, algo muito bonito", contou Gromowski em entrevista ao g1.
A movimentação das centenas de aves também é lembrada nas canções, como por exemplo na letra de "as andorinhas", do Trio Parada Dura, que fala do vai e vem delas, que "somem", mas que depois de um tempo pousam no "velho ninho".
De forma poética e associando o movimento delas ao amor, a canção acaba por se referir ao processo de migração, que é o que explica a "aglomeração" da espécie neste período do ano, de acordo com o observador de aves, Fabrício Vilela.
Ele explicou ao g1 que as andorinhas-grande (Progne chalybea) tem por característica se reunir nesta reta final do verão para "embarcar" em uma viagem de dias, ou até meses, rumo à Amazônia, em busca de alimento. Elas retornam ao sul país apenas no início da primavera.
"Por serem animais gregários, elas vão se organizando para migrar. Elas podem passar dias ou meses voando até chegar ao seu destino final. Elas vão fugir do nosso outono, inverno, porque aqui elas não vão encontrar muitos alimentos. Elas se alimentam de insetos, então elas vão atrás de abundância de insetos. Onde eles estarão no outono, inverno? Na Amazônia", explicou Vilela ao g1.
Fonte: g1
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