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Prefeituras cortam uso de papel com digitalização

24/06/2025

No mês em que se celebra o Meio Ambiente, um dado chama a atenção: prefeituras brasileiras já deixaram de consumir 367 toneladas de papel ao digitalizarem seus processos administrativos.
O movimento sinaliza um caminho relevante para que municípios contribuam com metas de sustentabilidade, não apenas em discurso ou cobranças, mas em práticas administrativas concretas.
Esse avanço ocorre no contexto de uma crise ambiental persistente. De acordo com o MapBiomas, o Brasil perdeu mais de 71 milhões de árvores apenas em 2025, uma média de 359 árvores por minuto.
Embora o desmatamento na Amazônia concentre as atenções, o consumo de papel segue como um dos grandes vetores de impacto ambiental. Segundo o Instituto Akatu, a produção de uma única folha de papel A4 pode consumir até 13 litros de água. Já a Agência Nacional de Águas aponta que o setor de papel e celulose é um dos mais intensivos no uso de água e energia, atrás apenas da indústria alimentícia.
Em resposta a esse cenário, 120 cidades brasileiras já aderiram ao movimento “Prefeitura sem papel”, adotando tecnologias de automação, digitalização e inteligência artificial na gestão pública. Os números refletem não apenas na eficiência dos serviços, mas também na preservação ambiental.
Entre elas está a cidade de Patos de Minas (MG), que digitalizou mais de 130 tipos de serviços. Foram mais de 285 mil processos tramitados digitalmente, o que eliminou o uso de 150 toneladas de papel e gerou uma economia de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos em apenas 4 anos.
Já em João Pessoa (PB), a substituição de trâmites físicos por digitais em duas secretarias poupou cerca de 5,9 toneladas de papel nos últimos dois anos. Em Sorocaba (SP), a digitalização do Protocolo Geral da Secretaria de Planejamento evita o uso de mais de 350 mil folhas de papel por ano.
“Quando a gestão prioriza tecnologia, os resultados chegam mais rápido. O impacto é coletivo: melhora o serviço público, reduz gastos e contribui com o meio ambiente”, afirma Marco Antonio Zanatta, CEO e fundador da Aprova — Govtech referência na automação de processos públicos com inteligência artificial.
Nos últimos 7 anos, o movimento já poupou o uso de 367 toneladas de papel. É o equivalente a cerca de 68 milhões de folhas A4 e 18 campos de futebol com floresta preservada.
As ações também contribuíram para a economia de 900 milhões de litros de água que seriam utilizados na produção — volume suficiente para abastecer 125 creches durante um ano inteiro.

Fonte: CicloVivo

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