
09/09/2025
Pela segunda vez em menos de um mês, o funcionamento de uma usina nuclear no norte da França teve de ser interrompido devido a uma invasão de águas-vivas.
Desta vez, a usina atingida foi a de Paluel, na Normandia, segundo informou nesta quinta-feira (4) a operadora francesa Électricité de France.
As criaturas foram descobertas nos tambores de filtro da estação de bombeamento de água para resfriamento. Como resultado, a produção de energia da usina foi reduzida quase pela metade na noite desta quarta-feira (3).
A usina nuclear de Paluel é resfriada com água do Canal da Mancha. Espécies de medusas nativas e invasoras aumentaram recentemente devido às temperaturas mais altas da água. A usina de Paluel está localizada a cerca de 70 quilômetros a nordeste de Le Havre.
Devido às águas-vivas, a operadora francesa afirma que o reator número 4 de Paluel foi completamente desligado, enquanto o reator 3 está operando com capacidade reduzida como medida de precaução. O reator 2 está atualmente desligado para manutenção, e apenas o reator 1 opera em plena capacidade. A produção da usina de 5,2 gigawatts foi reduzida em 2,4 gigawatts, segundo a EDF.
Em meados de agosto, águas-vivas já haviam paralisado a usina nuclear de Gravelines, perto de Calais, a mais de 200 quilômetros de Paluel. O cardume era "massivo e imprevisível", afirmou a operadora francesa, na época. Quatro reatores foram desligados e outros dois já haviam sido desligados para manutenção.
Problemas semelhantes ocorreram em Torness, na Escócia, em 2011, enquanto Gravelines já apresentou problemas de funcionamento em 1993.
Segundo cientistas, tais incidentes podem se tornar mais frequentes no futuro. Os pesquisadores citam o aquecimento global entre as razões, assim como a pesca excessiva, a diminuição do habitat para predadores de águas-vivas e a disseminação de espécies invasoras.
Fonte: Folha de S. Paulo
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