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Horta orgânica, mapeamento de espécies, energia solar: escola da Barra implementa projeto em busca de selo internacional de sustentabilidade

30/09/2025

Em um futuro próximo, uma escola da Barra poderá entrar para o seleto grupo de colégios que contam com a certificação Leed Schools (sigla em inglês para liderança em energia e design ambiental). Este é o objetivo traçado desde 2023 pela Rio International School (RIS), instituição bilíngue que está no bairro há 25 anos. O selo de sustentabilidade é concedido pela ONG internacional Green Building Council.
— As iniciativas estão dentro deste foco de obtenção do certificado. Mas o extrapolam em alguns momentos. Por exemplo, na parte de educação ambiental. Entendemos que é algo que agrega valor à formação do indivíduo e sua visão de mundo — explica Marcelo Oliveira, diretor estratégico da instituição.
Para garantir a certificação, há oito categorias a serem analisadas, todas com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. São elas: espaço sustentável, materiais e recursos, eficiência do uso da água, qualidade ambiental interna, localização e transporte, inovação e processos, energia e atmosfera e créditos de prioridade regional. Em cada uma, a instituição soma pontos, podendo chegar a uma nota de 110. Se ficar entre 40 e 49 pontos, garante o certificado padrão. Mas pode conseguir também o selo Leed Silver (até 59), o Gold (até 79) ou o Platinum (acima de 80).
Na escola da Barra, que fica dentro da Área de Proteção Ambiental de Marapendi, já há captação de energia solar, reúso da água, paredes feitas de terra socada, hortas orgânicas e mapeamento de espécies de animais e plantas, entre outras iniciativas. Em muitas delas, há participação ativa dos alunos, com ações direcionadas para cada ano.
— Uma criança de 10 anos consegue tranquilamente cuidar da horta. E depois vai comer no seu almoço a alface que plantou, já que nosso período é integral — pontua Oliveira. — Mas não é só plantar; uma árvore exótica pode ser nociva ao ambiente. Avaliamos isso com os alunos: aqui, tudo bem ter um algodoeiro-da-praia. Já uma amendoeira é uma espécie invasora.
Este mapeamento, que prevê ainda a retomada de espécies em extinção no bioma da região, é feito pela bióloga Beatriz de Carvalho, contratada especialmente para o projeto. Também assessor estratégico da RIS, Carlos Guimarães destaca que a relação dos alunos com as atividades ecológicas ultrapassa o campo da consciência ambiental e pode chegar ao emocional:
— Temos estudantes de 18 meses a 18 anos. Então um aluno pode cuidar da árvore que plantou e até crescer junto com ela, deixando-a ainda como legado para próximas gerações.
Dentro do projeto ecológico e sustentável, a escola também firmou parcerias. Uma delas é com a organização Rice + Beans Ministries, que anualmente leva alunos de 16 e 17 anos para uma viagem à Costa Rica, onde eles usam o aprendizado da escola para trabalhar em hortas orgânicas, visando ao combate à insegurança alimentar no país.
— Eles têm uma vivência internacional e multicultural com um propósito social. Trabalham junto com alunos de escolas americanas e de outros países da América Central. É algo dentro da nossa missão de preparar indivíduos que farão a diferença — observa a Oliveira.
No Brasil, só três escolas têm selo Leed: o Colégio Estadual Erich Walter, em Santa Cruz; o Coree-e International School, em Joinville; e o Colégio Positivo Internacional, de Curitiba. Dirigentes da RIS destacam que não há pressa de juntar-se ao grupo. Pretendem submeter o projeto para avaliação no fim de 2026. Até lá, medidas socioambientais serão implementadas pouco a pouco.
— Vamos fazer um registro para a submissão quando o projeto estiver encaminhado. Não queremos colocá-lo pela metade. Seria até mais simples, mas vemos o selo como uma consequência do que estamos fazendo — avalia o diretor de Marketing, Bruno Pellegrino.

Fonte: O Globo

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