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Borra de cápsulas de café se transforma em biometano

07/10/2025

Para que uma cadeia de produção seja realmente sustentável, todo o ciclo de vida precisa ser levado em consideração. No caso do café expresso em cápsulas, a produção do café nas fazendas marca o início da produção e a destinação das cápsulas pós-consumo compõe o fim da cadeia. Nesse cenário, a Nespresso atua no cultivo do café com um programa de agricultura regenerativa voltado para os produtores parceiros e possui plantas de reciclagem que podem receber e dar o destino correto a 100% das capsulas do mercado, da marca e da concorrência.
Mas, além da transformação das cápsulas em matéria-prima para a fabricação de outros produtos, a marca precisa encontrar um novo caminho para a borra de café que vem dentro destas cápsulas.
Parte desse material já era encaminhado para a compostagem e se transforma em um enriquecedor de solos. E, em um novo marco para a circularidade dos seus produtos, a Nespresso deu início à produção de biometano a partir da borra de café, coletada pelo seu sistema nacional de reciclagem.
Os resíduos orgânicos separados no Centro de Reciclagem em Valinhos (SP) são transformados em gás verde, uma fonte de energia renovável. A próxima etapa do projeto é usar o biogás para abastecer a planta industrial da Nestlé em Araçatuba (SP), fechando um ciclo inteligente e de baixa emissão de carbono.
“O biometano é mais do que uma solução energética: é um caminho para reinventar o ciclo do café, com iniciativas que geram valor ambiental, social e econômico em toda a cadeia.”, afirma Mariana Marcussi, diretora de Marketing e Sustentabilidade da Nespresso Brasil.
O projeto de biometano nasceu de um ciclo de inovação e análise contínua dos parceiros da marca, com o objetivo de alcançar maior integração, capacidade técnica e soluções para a destinação dos resíduos. O processo de implementação levou cerca de um ano, envolvendo a prospecção de novos parceiros, alinhamento de objetivos e a validação de todo o escopo técnico do projeto.
Como resultado, a Nespresso firmou parceria com a Crivellaro Ambiental, empresa com mais de 65 anos de atuação no setor de gestão de resíduos. Para viabilizar a operação, a marca também promoveu inovações logísticas: o transporte das bombonas com cápsulas até o centro de reciclagem passou a ser realizado por veículos 100% elétricos, reforçando o conceito de uma cadeia de baixa emissão de carbono.
Com um investimento anual superior a R$ 2 milhões a Nespresso prevê transformar entre 750 e 850 toneladas de borra de café por ano em biometano. Esse volume tem potencial de evitar a emissão de cerca de 857 toneladas de CO₂ na atmosfera, seja pela substituição de combustíveis fósseis, como o gás natural, seja pela prevenção da liberação de metano, um gás de efeito estufa mais potente, durante a decomposição do resíduo em aterros sanitários. Segundo a marca, o investimento pode crescer com a ampliação do volume de borra reaproveitada.
A iniciativa integra uma cadeia que oferece acesso à reciclagem para 100% dos clientes da marca, por meio de mais de 400 pontos de coleta físicos, 34 boutiques da marca que recebem cápsulas usadas e um serviço gratuito de logística reversa via Correios que cobre todo o território nacional. “Hoje, temos a capacidade de receber e dar a destinação correta a todo nosso volume de cápsulas vendido no país e os consumidores, por sua vez, têm se tornado cada vez mais conscientes de suas escolhas. Acreditamos que, juntos, marca e cliente são uma força propulsora em direção a um futuro mais sustentável”, conta Mariana.
No segmento B2B, a Nespresso Brasil mantém um sistema exclusivo de logística reversa para clientes corporativos localizados em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a marca oferece um serviço via agências dos Correios: um coletor de papelão é enviado gratuitamente junto com o pedido de café, permitindo que as cápsulas usadas sejam armazenadas e enviadas de volta com praticidade e responsabilidade.
Já para clientes que consomem mais de 5 mil cápsulas por mês, a marca disponibiliza o serviço personalizado do Recycling Car, ampliando a eficiência da coleta e fortalecendo práticas sustentáveis no ambiente corporativo.
Cada cápsula devolvida passa por um processo de separação do alumínio e da borra de café. Enquanto a borra se transforma em biometano, o alumínio retorna para a cadeia da indústria, sendo reintroduzido na produção siderúrgica. A marca também desenvolve projetos criativos e colaborativos que dão novos significados ao material reciclado, como a parceria com a Natura, que já transformou mais de 2 toneladas de cápsulas em embalagens da linha Ekos Castanha; ou a cenografia natalina do Shopping Pátio Paulista, feita com mais de 50 mil cápsulas usadas e depois reinseridas no ciclo da reciclagem.
A Nespresso já alcançou uma taxa global de reciclagem de 35% e tem como meta atingir 60% até 2030. Os investimentos em circularidade superaram CHF 84 milhões apenas em 2024, somando mais de CHF 1,2 bilhão desde 2014. Todas as fábricas operam com 100% de eletricidade renovável, e desde 2014 a marca mantém zero envio de resíduos para aterros sanitários.

Fonte: CicloVivo/

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