
15/01/2026
A captura de um pirarucu de 65 quilos e 1,56 metro em uma lagoa de Linhares, no Norte do Espírito Santo, chamou a atenção não apenas pelo tamanho do peixe e pela forma improvisada da pescaria, mas também por um alerta ambiental. Especialistas explicam que a espécie é considerada invasora, não ocorre naturalmente no estado e pode causar impactos ecológicos.
O peixe foi pescado pela empresária Marcella Ferreira, de 40 anos, durante um passeio de barco pela Lagoa do Aguiar, no sábado (10).
O biólogo e especialista em peixes João Luiz Gasparini disse que o pirarucu é considerado ´invasor´ e pode indicar problemas ecológicos.
"É que a espécie é um predador de grande porte e pode exercer uma pressão de predaçao nas espécies nativas. O pirarucu é tão grande e voraz que come peixes, crustáceos, e presas maiores como aves aquáticas, cobras e anfibios", explicou o especialista.
Apesar de o feito ter viralizado como uma “história de pescador”, o episódio está relacionado a um alerta do ponto de vista ambiental.
João Luiz Gasparini, que trabalha com o monitoramento da atividade pesqueira na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explicou que o pirarucu é um peixe tipicamente amazônico e não faz parte da fauna nativa do Espírito Santo.
“O pirarucu é um peixe da Amazônia, podendo ocorrer também em áreas do Pantanal e do Brasil Central. A presença dele aqui não é natural”, afirmou
Segundo o especialista, a expansão da espécie para outras regiões do país está relacionada à criação em cativeiro.
“O pessoal começou a criar o pirarucu e acabou soltando em rios, lagoas e açudes de várias regiões. Hoje ele está espalhado por muitos ambientes naturais do Brasil”, explicou.
Sem qualquer equipamento profissional, a empresária usou uma vara simples, daquelas levadas apenas para pescarias ocasionais, e levou cerca de meia hora para conseguir retirar o animal da água.
A matéria completa pode ser lida no g1
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