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Aulas na natureza: Ceará ensina consciência ambiental na escola

27/01/2026

Semear hoje a consciência ambiental para evitar, no futuro, desastres climáticos, insegurança hídrica e a escassez de alimentos. No Dia da Educação Ambiental, celebrado em 26 de janeiro, professores de 24 municípios do interior do Ceará apostam que a transformação começa na infância, dentro e fora dos muros da escola.
Plantar um baobá ou levar a sala de aula para um parque são algumas das atividades que colocam as crianças em contato direto com a natureza. Com o apoio de consórcios municipais de manejo de resíduos sólidos, educadores estruturam a educação ambiental de forma multidisciplinar, envolvendo também as famílias em atividades de preservação.
A articulação entre pequenos municípios cearenses em torno da educação ambiental começou com uma iniciativa do Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos da Região Metropolitana B (CPMRS-RMB), em parceria com o Grupo Eureka. Em 2025, outros dois consórcios aderiram à proposta, reunindo mais de 800 professores em formações voltadas à sustentabilidade.
“Além das ações de manejo de resíduos, entendemos a importância de dialogar com o cidadão em formação. Ao investir na educação ambiental desde a infância, contribuímos para que essas crianças cresçam conscientes sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente e de garantir um futuro com recursos naturais preservados”, afirma o superintendente do CPMRS-RMPB, Elano Damasceno.
Imagine acompanhar o plantio de uma árvore, voltar semanas depois para ver as primeiras folhas surgirem e perceber que você também faz parte daquela história. É assim que funciona o projeto Adote uma Árvore, desenvolvido pelo professor e educador ambiental Fernando Bessa, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.
O educador faz do Parque Ecológico Renato Braga o principal espaço de aprendizagem para crianças do Ensino Fundamental. Cada turma participa diretamente do plantio da muda, coloca a mão na terra, aprende sobre o solo, a importância da água e passa a acompanhar, ao longo do tempo, o desenvolvimento daquela árvore, retornando ao local para regar, observar o crescimento e registrar as mudanças.
Fernando não pára por aí e faz questão de envolver toda a comunidade quando o assunto é meio ambiente. A Blitz Ecológica reúne alunos em pontos estratégicos da cidade, como semáforos e passarelas, para conversar com os moradores sobre preservação ambiental e mudanças climáticas. Além de compartilhar informações, a atividade inclui a distribuição de mudas de plantas nativas, panfletos educativos, adesivos e saquinhos para o descarte correto de resíduos.
As famílias também são envolvidas quando as crianças precisam coletar materiais recicláveis para as oficinas de brinquedos. “Quando os pais e/ou responsáveis participam das atividades, o aprendizado não fica restrito à escola. As crianças levam o que aprendem para casa, compartilham esse conhecimento e passam a aplicar no dia a dia, o que fortalece a construção de novos hábitos”, explica o professor.
Em uma escola quilombola do interior do Ceará, em Horizonte, a educação ambiental ganhou raízes profundas com o plantio de um baobá — árvore de origem africana e símbolo de ancestralidade, resistência e coletividade. A atividade, conduzida pela professora Francisca Marinalva, conectou o cuidado com o meio ambiente à cultura dos povos africanos, para os quais a natureza é extensão da casa e da própria vida.

A matéria completa pode ser lida no CicloVivo

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