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Tartarugas gigantes são reintroduzidas na ilha de Galápagos após um século

24/02/2026

Cientistas e guardas-florestais reintroduziram cerca de 150 tartarugas gigantes na ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, de onde tinham desaparecido há mais de um século, informou nesta sexta-feira (20) o Ministério do Ambiente do Equador.
Os quelônios libertados provêm do centro de criação do Parque Nacional Galápagos (PNG). Trata-se de uma espécie de "tartaruga híbrida com alta carga genética de Chelonoidis niger", originária da ilha Isabela, detalhou a pasta à AFP.
Cada animal passou por uma quarentena prolongada e foi marcado com microchips para sua identificação antes de ser levado para a ilha. Assim que as tartarugas desembarcaram, os guardas-florestais as carregaram em grandes caixas.
Eles percorreram cerca de sete quilômetros "por terrenos vulcânicos e zonas de difícil acesso para transportar as tartarugas até o seu ponto de libertação, garantindo a sua correta adaptação ao ambiente natural", detalhou o Ministério do Meio Ambiente em comunicado.
As ilhas que inspiraram a teoria da evolução das espécies do naturalista inglês Charles Darwin têm flora e fauna únicas no mundo.
Com a reintrodução das 158 tartarugas gigantes, "Floreana consolida-se como uma referência mundial ao avançar na restauração integral de uma ilha habitada", acrescentou a pasta.
Galápagos é considerado um laboratório vivo e reserva da biosfera. Há uma década, pesquisadores trabalham para devolver a Floreana outras 12 espécies endêmicas consideradas extintas localmente.
A ilha, com 173 quilômetros quadrados de extensão, foi a primeira a ser habitada por humanos em todo o arquipélago, Patrimônio Natural da Humanidade. A 1.000 km da costa do Equador, Galápagos recebe o nome das tartarugas gigantes que ali habitam.
Especialistas calculam que em Galápagos existiam 15 espécies de tartarugas, mas três delas foram extintas há séculos: Chelonoidis abigdoni (da ilha Pinta), Chelonoidis sp (ilha Santa Fé) e Chelonoidis elephantopus (ilha Floreana).
Chelonoidis fhantastica, da ilha Fernandina, era considerada extinta até que, em 2019, uma expedição encontrou uma fêmea da espécie.

Fonte: Folha de S. Paulo

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