
16/07/2026
Ainda que Erling Haaland seja o grande nome do time da Noruega, ele não foi o que mais chamou a atenção no retorno da equipe para o país, após a eliminação na Copa do Mundo. O verdadeiro foco foi o souvenir que estava em suas mãos no momento do desembarque: um guaxinim empalhado.
🦝A lembrança foi comprada em uma loja de itens típicos do Velho Oeste americano em Dallas, no Texas. O produto, que custa cerca de R$ 3,8 mil segundo o site da própria loja, está esgotado.
Por se tratar de um animal silvestre, e não de caça, a taxidermia e venda são permitidas no estado americano, desde que o vendedor possua uma licença para a prática.
➡️A taxidermia, popularmente conhecida como empalhamento, é uma técnica que preserva a pele, forma e tamanho de um animal morto. O processo envolve a retirada e tratamento da pele do bicho, que é utilizada para cobrir um molde que imita o formato do animal.
E a entrada na Noruega com um produto desse também é liberada, ainda que deva cumprir, de forma geral, as seguintes regras:
► Declaração na alfândega
► Atendimento a exigências sanitárias do país
Produtos de origem animal vindos de fora da União Europeia enfrentam regras mais rígidas e, em muitos casos, só entram com documentação veterinária oficial e controle em posto de fronteira autorizado.
Já espécies protegidas, a falta de licença torna a importação ilegal, mesmo que a peça seja apenas decorativa.
Mas e se Haaland viesse para o Brasil com o animal empalhado, seria liberado? O que é preciso saber antes de comprar uma lembrança desse tipo?
Na reportagem abaixo, você entende um pouco mais sobre o que dizem as regras americanas e brasileiras sobre a taxidermia e comercialização de animais, além das implicações ambientais dessa prática.
De maneira geral, as regras para a taxidermia de animais são mais rígidas no Brasil do que nos Estados Unidos.
Isso porque as leis federais americanas tratam mais sobre a venda de animais obtidos ilegalmente ou sobre espécies em extinção, e não diretamente sobre o empalhamento.
Alexandre Levin, professor de direito ambiental na Escola Paulista de Direito, comenta que, se o animal não pertencer a uma espécie protegida federalmente, as regras de comércio são delegadas aos estados.
No caso do Texas, estado no qual Haaland comprou o souvenir, a lei determina que a pele de guaxinins, uma vez tratada, não se enquadra na lei de vida selvagem e, portanto, pode ser vendida por qualquer pessoa.
"No Texas, as regras são mais permissivas para espécies abundantes ou consideradas exóticas. No caso de espécies de caça comum (como o guaxinim), desde que o animal tenha sido abatido legalmente sob as licenças de caça do estado, a sua pele tratada ou peça de taxidermia pode ser comercializada legalmente por qualquer pessoa física", detalha o especialista.
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