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O que é o Cinturão de Fogo do Pacífico em que está a Colômbia — e por que 90% dos terremotos do mundo ocorrem nesta região

13/08/2026

Um potente terremoto de magnitude 7,4, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira.
O tremor, com epicentro no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, e a 107 km de profundidade, deixou dezenas de mortos e milhares de feridos.
O maior terremoto registrado na Colômbia na última década também provocou o desabamento de dezenas de edifícios em várias cidades, como Cali, Pereira e Manizales.
O terremoto ocorreu porque a placa de Nazca, localizada no Oceano Pacífico, mergulha sob a placa Sul-Americana em direção ao leste, onde fica a Colômbia, em um fenômeno geológico conhecido como subducção.
O litoral oeste da Colômbia faz parte do Cinturão de Fogo do Pacífico, também conhecido como Anel de Fogo.
A oeste dessa região estão vários países da América Latina: Argentina, Bolívia, Canadá, Colômbia, Chile, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Panamá.
Em seguida, o cinturão se curva na altura das Ilhas Aleutas, no norte do Oceano Pacífico, entre o Alasca e a península de Kamchatka.
E depois desce para incluir o litoral e as ilhas da Rússia, Japão, Taiwan, Filipinas, Indonésia, Malásia, Timor-Leste, Brunei, Singapura, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tonga, Samoa, Tuvalu e Nova Zelândia.
Esse cinturão tem 40 mil quilômetros de extensão e também concentra a maior quantidade de vulcões do mundo, além da maioria dos supervulcões do planeta.
Nas últimas semanas, o Cinturão de Fogo já havia dado várias demonstrações de sua incansável atividade.
Dois terremotos de magnitude 6,3 fizeram a terra tremer em 5 de agosto nas Filipinas e nas ilhas Kermadec, no Pacífico.
Eles se somaram a um terremoto registrado na costa do México em 17 de julho e a outro, de magnitude 6,8, que atingiu a região japonesa de Kumamoto em 28 de julho.
No arquipélago japonês, situado na confluência de quatro placas tectônicas, os tremores fazem parte da vida cotidiana: ocorrem praticamente todos os dias, embora a maioria seja tão fraca que mal é percebida.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

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