
15/09/2026
Quando se fala em poluição marinha, garrafas, sacolas e embalagens descartadas aparecem entre as imagens mais conhecidas. Parte da contaminação do oceano, porém, é praticamente invisível e pode ter origem na lavagem de roupas sintéticas, no desgaste de pneus, em cosméticos, medicamentos, fertilizantes e até na poeira urbana. Essas diferentes fontes de poluição estarão no centro da Rio Ocean Week 2026, que acontece de 17 a 20 de setembro, no Museu do Amanhã e no Complexo Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro.
Com o tema “Poluição marinha: diagnósticos e soluções”, o maior festival de cultura oceânica da América Latina reunirá cientistas, organizações ambientais, representantes do poder público e da iniciativa privada para discutir como reduzir a chegada de contaminantes ao mar e promover uma relação mais sustentável entre cidades, economia e oceano.
A programação dos painéis Ideias Azuis começa no dia 17 de setembro com “Lixo no mar: chegou a hora da faxina”, que discutirá como evitar a chegada de resíduos ao oceano e promover a retirada do material já presente no ambiente.
No mesmo dia, o painel “Microplásticos: o inimigo invisível” abordará partículas menores que cinco milímetros, que podem surgir da fragmentação de plásticos maiores ou ser liberadas por diferentes produtos e atividades cotidianas, como a lavagem de roupas sintéticas e o desgaste de pneus.
Participam do debate Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da USP; Ricardo Voivodic, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; e Camila Hubner Barcellos, da Associação Brasileira da Indústria Química.
Também estarão em pauta:
🌊 Saneamento e universalização: os desafios para ampliar a coleta e o tratamento de esgoto;
🌊 Cidades e rios: o caminho percorrido por resíduos e contaminantes, do bueiro ao mar;
🌊 Óleo no oceano: impactos, prevenção e respostas a vazamentos;
🌊 Agrotóxicos e fertilizantes: efeitos sobre rios, zonas costeiras e biodiversidade;
🌊 Acidificação do oceano: consequências das mudanças químicas na água do mar;
🌊 Medicamentos e entorpecentes: presença desses compostos na água e na fauna marinha;
🌊 Resíduos sólidos: estratégias para reduzir o descarte e retirar materiais já acumulados no ambiente.
O saneamento será abordado nos painéis “Como manter o rumo em direção à universalização do saneamento” e “Cidades e rios: do bueiro ao mar”. Os encontros mostrarão como esgoto e resíduos percorrem ruas, sistemas de drenagem, rios e cursos d’água até alcançar as regiões costeiras.
“Os microplásticos mostram de maneira muito clara como o oceano está conectado às escolhas de consumo, aos processos produtivos e à infraestrutura das cidades. Enfrentar o problema exige atuar antes que esses materiais cheguem ao ambiente, combinando ciência, inovação, políticas públicas e responsabilidade compartilhada”, afirma Turra, que também coordena a Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano.
Veja mais informações e o serviço do evento no CicloVivo
Rio Ocean Week debate fontes e soluções para poluição marinha
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