
24/09/2026
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Jacob vem se consolidando como uma importante referência nacional para a conservação da fauna silvestre, especialmente dos tamanduás-bandeira, uma das espécies mais emblemáticas e ameaçadas do Cerrado brasileiro. Além dos tamanduás, outras espécies de animais silvestres já foram resgatados e reintroduzidos em sue habitat natural: 25 maritacas, 15 papagaios-verdadeiros, 9 emas, 9 araras-canindé, 14 quatis, 2 veados-catingueiros e 1 coruja-da-igreja.
Mantida pela ENGIE Brasil em Nova Ponte, Minas Gerais, a reserva abriga o maior cativeiro para reabilitação de tamanduás-bandeiras do país, um espaço com 2.500 m², onde os animais são preparados para voltar para a vida selvagem. A maioria dos tamanduás que chegam ao local são filhotes órfãos, resgatados após a morte da mãe em atropelamentos ou acidentes na região. Eles são criados no espaço e soltos somente depois de bem adaptados ao ambiente natural.
Desde que a reserva foi criada, cerca de 90 animais silvestres já passaram pelo processo de reabilitação, monitoramento e soltura e 14 eram tamanduás-bandeira. O recinto dos tamanduás conta com toda uma infraestrutura que imita o habitat real. Depois de soltos, os animais são monitorados por pelo menos um ano, com suporte de aparatos tecnológicos com recursos, como GPS e monitoramento por onda de rádio UHF.
Em 2025, a reserva passou a desempenhar papel estratégico na implementação de um protocolo elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a reabilitação de tamanduás-bandeira resgatados ainda filhotes e submetidos a cuidados intensivos. A combinação entre o recinto especializado e o conhecimento científico gerado pelo Projeto TamanduAsas fortaleceu a RPPN Jacob como um dos principais pólos de conservação da espécie no país.
Além dos esforços de reabilitação e soltura, a reserva também participa de iniciativas de pesquisa e inovação voltadas ao monitoramento da saúde dos animais. Uma parceria entre a NobilisFauna, a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Smithsonian, dos Estados Unidos, e a empresa de tecnologia médica Medtronic, que possibilitou a implantação de dispositivos subcutâneos em tamanduás para acompanhamento de indicadores fisiológicos e de saúde, gerando informações inéditas para apoiar ações de conservação.
Com 358 hectares de área protegida, a reserva recebeu o nome em homenagem a Agripino Jacob, antigo proprietário das terras onde hoje está localizada a unidade de conservação. Em 2018, quando assumiu a concessão da Usina Hidrelétrica Miranda, ENGIE Brasil tem investido aproximadamente R$ 50 mil por mês na revitalização da infraestrutura da reserva e na construção de parcerias voltadas à pesquisa, reabilitação e conservação da biodiversidade.
Um dos principais marcos dessa trajetória ocorreu em 2020, quando foi estabelecida a parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais para o desenvolvimento do Projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). A iniciativa transformou a RPPN Jacob em um local de acolhimento para animais que passaram pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras-MG) e estão aptos a retornar à natureza após receberem cuidados especializados.
No ano seguinte, a atuação da reserva foi ampliada com a chegada do Projeto TamanduAsas, desenvolvido pelo IEF com parceria da NobilisFauna e outros atores.
Fonte: CicloVerde
Rio Ocean Week amplia debate sobre poluição marinha
24/09/2026
Reserva em Minas Gerais reabilita animais silvestres
24/09/2026
Recuperação da baleia-jubarte evidencia importância da ciência para conservação
24/09/2026
Mercado condominial brasileiro tem seu 1º relatório de sustentabilidade
24/09/2026
Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño
24/09/2026
China amplia vantagem com energia limpa
24/09/2026
