
08/04/2014
Os termos atuais do acordo internacional que negocia a redução nas emissões de gases do efeito estufa são insuficientes para que o planeta tenha uma chance razoável de evitar o limite "perigoso" para o aquecimento global.
Essa é a conclusão do próximo relatório do IPCC (painel do clima da ONU), que inicia hoje a reunião final do grupo de trabalho 3, encarregado de avaliar a possibilidade de mitigação da mudança climática.
O documento deve ser divulgado oficialmente só no próximo domingo (13), mas uma versão do sumário não técnico do relatório obtida pela Folha aponta limitações no chamado "compromisso de Cancún" –os parâmetros já negociados para um futuro tratado mundial do clima.
A proposta na mesa prevê que um corte efetivo de CO2 e outros gases-estufa só inicie a partir de 2020. O IPCC, porém, afirma que isso impediria a concentração de carbono de ficar abaixo de 530 ppm (partes por milhão) em 2100.
Caso isso ocorra no fim do século, a temperatura média do planeta teria mais de 50% de risco de exceder o acréscimo de 2°C em relação ao clima pré-revolução industrial, o limite arbitrário considerado "perigoso" pela ONU.
A matéria completa pode ser lida na Folha de São Paulo
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