
15/04/2014
Um dos rios mais poluídos que desembocam na Baía de Guanabara está no centro de um embate entre ambientalistas, pescadores e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que vai começar a operar em 2014. A Petrobras, responsável pelo empreendimento, tem planos de usar o Guaxindiba, um dos maiores rios do município de São Gonçalo, como rota de transporte de equipamentos pesados do porto do Rio para o Comperj, em Itaboraí. Entretanto, o chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim — que compreende o Guaxindiba —, Breno Herrera, e pescadores que trabalham na região afirmam que as obras causariam sérios impactos ambientais na cadeia biológica.
— A dragagem que o rio teria de sofrer para receber as embarcações liberaria os metais pesados aprisionados no fundo, causando um colapso na flora e na fauna da região — afirma Herrera, que condena o argumento da estatal para começar as obras no Guaxindiba — O argumento da Petrobras é eminentemente financeiro. Afinal, as obras do Comperj já estão atrasadas e iriam atrasar ainda mais se eles fossem esperar o porto ficar pronto. Acho que vale a pena esperar um pouco mais. Por que o rio tem que pagar pelo atraso?
A empresa também tem outra opção de rota para transportar os materiais que já estão no porto do Rio: o Píer de São Gonçalo, que terá uma estrada de 22 km até o complexo.
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