
15/04/2014
Seis dias após o início das reuniões, representantes de governos aprovaram, neste sábado, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Berlim. Neste domingo, os participantes do encontro devem assinar o documento feito por cerca de 200 cientistas nos últimos quatro anos e que estabelece metas para controlar o aquecimento global.
De acordo com o documento das Nações Unidas, é possível estabelecer um limite máximo de 2 graus Celsius no aquecimento global nas próximas décadas se medidas forem tomadas para controlar as emissões de gases do efeito estufa.
O texto aponta que o acúmulo de emissões de CO2 entre 1750 e 1970 ficou em torno de 900 bilhões de toneladas. Mas quando eles mediram as emissões de 1750 e 2010, registraram um acúmulo de dois trilhões de toneladas de CO2. Além disso, entre 2000 e 2010, as emissões cresceram 2.2% ao ano, comparado a 1.3% no período de 1970 e 2000.
Para manter o limite de aumento da temperatura nos 2 graus Celsius, as emissões na atmosfera até 2100 devem estar entre 430 e 480 partes por milhão.
- A narrativa, a linguagem, os pontos de vista do IPCC ainda marginalizam as visões dos países em desenvolvimento - criticou à BBC o professor Chukwumerije Okereke, da Universidade de Reading, no Reino Unido.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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