
13/05/2014
Angra 3 é uma ruína, o acordo nuclear Brasil-Alemanha é nostalgia, e o Brasil deveria focar em energias renováveis, aproveitando seu enorme potencial eólico e solar, incluindo o uso sustentável das hidrelétricas no pacote. Esta é a receita de Jürgen Trittin, 59 anos, ex-ministro do Meio Ambiente da Alemanha e o nome mais famoso hoje do Partido Verde alemão.
"Vocês têm a situação perfeita", diz ele sobre o potencial de gerar energia eólica no Brasil e equilibrá-la com energia hídrica. "Nem toda hidrelétrica é sustentável, mas eu não me oponho totalmente a elas. São uma fonte renovável."
Uma das vozes mais fortes de oposição ao governo alemão, Trittin tem posição firme quando o assunto é energia nuclear. "Nenhuma usina nuclear é segura", diz.
O político que arquitetou a saída gradual da energia nuclear na matriz elétrica alemã diz que seu país não sofreria tanto se a Rússia cortasse o fornecimento de gás, como desdobramento da crise da Ucrânia, e explica que o sucesso das energias renováveis fez o preço da eletricidade despencar na mercado de energia de seu país: "Nunca esteve tão barata". Em visita ao Brasil, ele falou ao Valor.
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