
22/05/2014
Quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, visitar o Jardim Botânico no próximo dia 6 para inaugurar um punhado de novidades do parque — que incluem um novo centro de visitantes próximo ao restaurante La Bicyclette, o funcionamento de um portal bilíngue (português-inglês), a ampliação dos carros elétricos de cinco para dez, a criação de um aplicativo para celulares e o fornecimento de tablets com passeios e informações sobre o parque, a construção de bicicletários e a reforma dos banheiros, além da instalação de 67 câmeras de vigilância em pontos estratégicos —, ela estará fazendo bem mais que anunciar os planos do lugar para a Copa do Mundo.
Nas palavras da presidente do Jardim Botânico, Samyra Crespo, esse é o pontapé inicial de um ambicioso projeto da instituição para se transformar no maior e mais influente parque botânico, centro de pós-graduação em ecologia e botânica tropical e laboratório de genética de plantas do país. A tarefa, no entanto, só será possível com a retomada do terreno que, historicamente, pertence à instituição e com a desapropriação dos imóveis de 520 famílias que, segundo o governo, ocupam irregularmente o local. Trata-se de ocupações que sequestram um terço do tamanho original do jardim (1,325 milhão de metros quadrados).
— Com a ajuda de pesquisas de opinião, de consultorias e do Conselho de Sustentabilidade do Jardim Botânico, estabelecemos um plano de medidas, além da decisão, recém-tomada, de fechar às segundas-feiras para permitir a recuperação dos espaços públicos e de desativarmos, até 2 de junho, o estacionamento da Rua Jardim Botânico. O fato é que passamos de uma visitação de 600 mil pessoas por ano, em 2007, para um milhão, ano passado. Sem ajustes, não cabe tanta gente, e o risco de degradação é grande — diz Samyra.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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